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Faturamento

Perda de meta tira US$ 40,7 bi da Petrobras

29/09/2014 | 10h42

 

Em 2009, a Petrobras previu produzir 3,655 milhões de barris de petróleo e gás natural por dia em 2013, em média, no Brasil e no exterior.
Questões operacionais, políticas e de gestão impediram-na de chegar à meta, e a média diária foi de 2,539 milhões de barris. Com a diferença, a empresa deixou de faturar US$ 40,7 bilhões.
Se a produção tivesse crescido como o esperado, a receita da Petrobras em 2013 teria sido 28,8% maior, chegando a US$ 182,3 bilhões. A conta considera o preço do barril de petróleo a US$ 100.
De janeiro a agosto, a "perda" de receita é de US$ 25,4 bilhões. A produção média diária em oito meses é de 2,611 milhões de barris, uma alta de 2,8% ante 2013.
Neste ano, a Petrobras quer produzir 7,5% mais, ou 2,729 milhões de barris por dia.
"Mesmo com duas plataformas recém entregues, não vejo como atingir a meta", diz Flávio Conde, analista-chefe da Gradual Corretora.
Segundo cálculos do professor do Insper e sócio da M2M Escola de Negócios Eric Barreto, feitos a pedido da Folha, com a produção em 3,655 milhões de barris, a Petrobras teria lucrado 116% mais no ano passado.
Investidores receberiam US$ 8,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, em vez dos US$ 4 bilhões distribuídos.
PROBLEMAS
Diversas causas explicam a dificuldade em avançar.
"A indústria que fornece equipamentos para petroleiras está muito demandada no mundo, atrasando encomendas", diz o analista.
Além disso, lembra Conde, leilões de áreas de petróleo, que ocorriam anualmente, tornaram-se irregulares.
O último leilão que ofereceu áreas na bacia de Campos, de onde vem mais de 70% da produção da Petrobras, foi em 2007, impedindo a exploração em novos reservatórios na região. A produção do pré-sal, de quase 600 mil barris por dia, só deu para repor a queda em Campos.
O aumento da produção é fundamental para a companhia reduzir o seu endividamento até o fim de 2015, um compromisso assumido pela presidente da empresa, Maria das Graças Foster.
O patamar ameaça seu "grau de investimento", que significa baixo risco de calote. Se perder a classificação, a Petrobras terá de pagar mais juros ao captar dinheiro para investimentos.
A outra opção para melhorar as suas contas seria "convergir" o preço dos combustíveis no Brasil com a cotação internacional. Mas isso depende do aval do governo.
"A defasagem dos combustíveis está entre 12% e 15%. Com a dificuldade política de um reajuste, elevar a produção é urgente", diz Barreto.
PRESSÃO
A Folha apurou que o ministro da Fazenda e presidente do conselho da Petrobras, Guido Mantega, costuma cobrar o aumento de produção nas reuniões mensais do colegiado, lembrando que, se a produção tivesse crescido, as finanças estariam melhores.
Para garantir a entrega dos navios plataforma no prazo, Graça tem visitado estaleiros. Em julho, esteve nos polos navais em Rio Grande e em Charqueadas (RS) para cobrar agilidade, já que a entrega de equipamentos de plataformas enfrentava atrasos.
"Aumentar a produção é uma obsessão para Graça", disse um empresário do setor naval que pediu anonimato.
Segundo Barreto, a produção maior ajudaria a Petrobras a aproximar-se dos indicadores médios de grandes petroleiras mundiais.

Em 2009, a Petrobras previu produzir 3,655 milhões de barris de petróleo e gás natural por dia em 2013, em média, no Brasil e no exterior.

Questões operacionais, políticas e de gestão impediram-na de chegar à meta, e a média diária foi de 2,539 milhões de barris.

Com a diferença, a empresa deixou de faturar US$ 40,7 bilhões.

Se a produção tivesse crescido como o esperado, a receita da Petrobras em 2013 teria sido 28,8% maior, chegando a US$ 182,3 bilhões. A conta considera o preço do barril de petróleo a US$ 100.

De janeiro a agosto, a "perda" de receita é de US$ 25,4 bilhões. A produção média diária em oito meses é de 2,611 milhões de barris, uma alta de 2,8% ante 2013.

Neste ano, a Petrobras quer produzir 7,5% mais, ou 2,729 milhões de barris por dia.

"Mesmo com duas plataformas recém entregues, não vejo como atingir a meta", diz Flávio Conde, analista-chefe da Gradual Corretora.

Segundo cálculos do professor do Insper e sócio da M2M Escola de Negócios Eric Barreto, feitos a pedido da Folha, com a produção em 3,655 milhões de barris, a Petrobras teria lucrado 116% mais no ano passado.

Investidores receberiam US$ 8,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, em vez dos US$ 4 bilhões distribuídos.

Problemas

 Diversas causas explicam a dificuldade em avançar.

"A indústria que fornece equipamentos para petroleiras está muito demandada no mundo, atrasando encomendas", diz o analista.

Além disso, lembra Conde, leilões de áreas de petróleo, que ocorriam anualmente, tornaram-se irregulares.

O último leilão que ofereceu áreas na bacia de Campos, de onde vem mais de 70% da produção da Petrobras, foi em 2007, impedindo a exploração em novos reservatórios na região.

A produção do pré-sal, de quase 600 mil barris por dia, só deu para repor a queda em Campos.

O aumento da produção é fundamental para a companhia reduzir o seu endividamento até o fim de 2015, um compromisso assumido pela presidente da empresa, Maria das Graças Foster.

O patamar ameaça seu "grau de investimento", que significa baixo risco de calote. Se perder a classificação, a Petrobras terá de pagar mais juros ao captar dinheiro para investimentos.

A outra opção para melhorar as suas contas seria "convergir" o preço dos combustíveis no Brasil com a cotação internacional. Mas isso depende do aval do governo.

"A defasagem dos combustíveis está entre 12% e 15%. Com a dificuldade política de um reajuste, elevar a produção é urgente", diz Barreto.

Pressão

A Folha apurou que o ministro da Fazenda e presidente do conselho da Petrobras, Guido Mantega, costuma cobrar o aumento de produção nas reuniões mensais do colegiado, lembrando que, se a produção tivesse crescido, as finanças estariam melhores.

Para garantir a entrega dos navios plataforma no prazo, Graça tem visitado estaleiros.

Em julho, esteve nos polos navais em Rio Grande e em Charqueadas (RS) para cobrar agilidade, já que a entrega de equipamentos de plataformas enfrentava atrasos.

"Aumentar a produção é uma obsessão para Graça", disse um empresário do setor naval que pediu anonimato.

Segundo Barreto, a produção maior ajudaria a Petrobras a aproximar-se dos indicadores médios de grandes petroleiras mundiais.

 



Fonte: Folha de São Paulo
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