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Empresas

Pequenas ou médias, empresas elevam importância da governança

20/08/2012 | 12h40

 

De acordo com estudo recente realizado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a prática de governança evoluiu de forma significativa no Brasil entre 2003 e 2009 com maior conhecimento e aderência às melhores práticas. A mudança na conduta de gestão das empresas é traduzida em números: de acordo com pesquisa Deloitte de 2010, 27% das empresas que mais crescem no país consideraram aumentar o nível de governança corporativa nos últimos três anos e a previsão é que essa taxa suba para 53% em cinco anos. Nesse contexto, o processo de governança corporativa também vive momento de mudança com a adoção de modelos mais horizontais e inovadores.
A governança corporativa envolve a gestão de uma organização e a relação com acionistas, clientes, funcionários, fornecedores e comunidade, dentre outros. Uma das tendências mais atuais entre os modelos de governança corporativa, consolidada através da experiência de modelos participativos em países asiáticos e europeus, é a de organização de comitês estratégicos - que vêm sendo adotados inclusive por pequenas empresas que já possuem uma rotina de trabalho pouco burocratizada.
Organização de Comitês
Depois de apresentar taxa de expansão de 60% nos últimos três anos, aproveitando a aceleração do mercado de TI, a TWT Info, desenvolvedora nacional de softwares para gestão, deu início ao processo de instalação de governança corporativa na empresa com a organização do primeiro comitê, que reunirá representantes de cada departamento da empresa para alinhamento de ações e expectativas. Segundo diretor operacional e responsável pela condução do processo, Jacob Van Den Berg, o aquecimento do mercado de TI e o aumento da competitividade entre empresas são levados em conta para adoção do processo. “O mercado está muito competitivo e saturado. Dessa forma, não podemos perder o foco e a governança atua para que não percamos a direção. É preciso avaliar continuamente se a estratégia está no caminho certo”, afirma.
Entre os fatores fundamentais para instalação do processo estão a participação de todas as áreas, o suporte da direção e a produção de uma documentação que detalhe todos os números da empresa para acompanhar o desempenho ao longo do processo. Segundo o diretor da Platão Inovação e Sistemas, empresa desenvolvedora de sistemas para serviços, Luis Guilherme Resende, que adotou recentemente um comitê de gestão, periodicidade e liberdade de participação são essenciais. Na Platão, os colaboradores se reúnem semanalmente para discutir temas estratégicos, todos possuem direito a voto e o diretor participa apenas quinzenalmente.
“A ideia é que o diretor não impeça os colaboradores de se expressarem e participarem verdadeiramente nos processos de tomada de decisão. O diretor mantém apenas o direito a veto, sobretudo, para investimentos financeiros”, esclarece Resende.
Consultoria externa
Dentre os planejamentos para aprimoramento do comitê de gestão da Platão está a inclusão futura de consultores externos à empresa para garantir que as ações durem independente dos fundadores ou diretores. O objetivo é que a organização se torne cada vez mais autogestora e perene.
Essa proposta é compartilhada pela Opus Software, empresa de tecnologia da informação com 25 anos de atuação no mercado nacional que tem buscado ajustar suas práticas de governança contando com ajuda externa para isso. A empresa já mantém uma rotina de reuniões regulares para compartilhamento de informações entre os colaboradores e alinhamento, mas, neste ano, passou a contar com o trabalho de um coaching, cujo trabalho auxilia na tomada de decisões.
Governança corporativa em empresas com acionistas
A expansão do uso de tecnologia, a expectativa de ter uma estratégia de desenvolvimento mais ativa e o engajamento de acionistas são alguns dos principais pontos que impulsionaram a governança corporativa em empresas públicas e privadas em todo o mundo, de acordo com o "2011 Board Practices Report" da Deloitte, publicado em 2012. De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados concordam que o uso da tecnologia está crescendo dentro das práticas de governança. No entanto, apesar do reforço na ideologia que cerca a governança corporativa, o relatório identifica que os principais problemas que continuam a afetar a governança corporativa são: a participação dos acionistas, as novas estratégias de definição e cumprimento dos regulamentos em curso.
Confirmando a pesquisa da Deloitte, que aponta que 53% das empresas privadas que adotaram governança corporativa tiveram algum contato com acionistas durante 2011, a Starline, empresa que se dedica à tecnologia educacional, deu início ao processo de instalação da governança corporativa assim que recebeu o aporte de R$ 2,5 milhões do HorizonTI - fundo da Confrapar voltado para empresas inovadoras emergentes. A preocupação da empresa com a medida é a de instalar mecanismos que dessem garantia e confiança aos investidores sobre essa nova forma de gestão. Isso porque, a nova etapa de trabalhos da Starline prevê aumento do faturamento anual de R$1 milhão para R$3 milhões e prevê, também, novos aportes do fundo de acordo com a taxa de crescimento.
O fato de não ser uma empresa de um só dono, mas de vários acionistas, é o principal motivo para a exigência de processos transparentes. De acordo com o CEO da Starline, Adriano Guimarães, a governança corporativa é importante porque estabelece mecanismos para que grandes grupos interajam e funcionem bem, a partir da determinação de rotinas e documentos que são feitos de acordo com os acionistas e contratos que regulam os deveres de cada um.
“É uma maneira de garantir aos acionistas que a administração da empresa está sendo feita de forma clara e correta e de acordo com os princípios básicos que norteiam a boa administração. Dessa forma, o processo interfere na garantia aos colaboradores de que os processos são adequados, porque eles passam a ter mais acesso aos relatórios e as forma de uso do dinheiro”, afirma.

De acordo com estudo recente realizado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a prática de governança evoluiu de forma significativa no Brasil entre 2003 e 2009 com maior conhecimento e aderência às melhores práticas. A mudança na conduta de gestão das empresas é traduzida em números: de acordo com pesquisa Deloitte de 2010, 27% das empresas que mais crescem no país consideraram aumentar o nível de governança corporativa nos últimos três anos e a previsão é que essa taxa suba para 53% em cinco anos. Nesse contexto, o processo de governança corporativa também vive momento de mudança com a adoção de modelos mais horizontais e inovadores.


A governança corporativa envolve a gestão de uma organização e a relação com acionistas, clientes, funcionários, fornecedores e comunidade, dentre outros. Uma das tendências mais atuais entre os modelos de governança corporativa, consolidada através da experiência de modelos participativos em países asiáticos e europeus, é a de organização de comitês estratégicos - que vêm sendo adotados inclusive por pequenas empresas que já possuem uma rotina de trabalho pouco burocratizada.



Organização de Comitês


Depois de apresentar taxa de expansão de 60% nos últimos três anos, aproveitando a aceleração do mercado de TI, a TWT Info, desenvolvedora nacional de softwares para gestão, deu início ao processo de instalação de governança corporativa na empresa com a organização do primeiro comitê, que reunirá representantes de cada departamento da empresa para alinhamento de ações e expectativas. Segundo diretor operacional e responsável pela condução do processo, Jacob Van Den Berg, o aquecimento do mercado de TI e o aumento da competitividade entre empresas são levados em conta para adoção do processo. “O mercado está muito competitivo e saturado. Dessa forma, não podemos perder o foco e a governança atua para que não percamos a direção. É preciso avaliar continuamente se a estratégia está no caminho certo”, afirma.


Entre os fatores fundamentais para instalação do processo estão a participação de todas as áreas, o suporte da direção e a produção de uma documentação que detalhe todos os números da empresa para acompanhar o desempenho ao longo do processo. Segundo o diretor da Platão Inovação e Sistemas, empresa desenvolvedora de sistemas para serviços, Luis Guilherme Resende, que adotou recentemente um comitê de gestão, periodicidade e liberdade de participação são essenciais. Na Platão, os colaboradores se reúnem semanalmente para discutir temas estratégicos, todos possuem direito a voto e o diretor participa apenas quinzenalmente.


“A ideia é que o diretor não impeça os colaboradores de se expressarem e participarem verdadeiramente nos processos de tomada de decisão. O diretor mantém apenas o direito a veto, sobretudo, para investimentos financeiros”, esclarece Resende.



Consultoria externa


Dentre os planejamentos para aprimoramento do comitê de gestão da Platão está a inclusão futura de consultores externos à empresa para garantir que as ações durem independente dos fundadores ou diretores. O objetivo é que a organização se torne cada vez mais autogestora e perene.


Essa proposta é compartilhada pela Opus Software, empresa de tecnologia da informação com 25 anos de atuação no mercado nacional que tem buscado ajustar suas práticas de governança contando com ajuda externa para isso. A empresa já mantém uma rotina de reuniões regulares para compartilhamento de informações entre os colaboradores e alinhamento, mas, neste ano, passou a contar com o trabalho de um coaching, cujo trabalho auxilia na tomada de decisões.



Governança corporativa em empresas com acionistas


A expansão do uso de tecnologia, a expectativa de ter uma estratégia de desenvolvimento mais ativa e o engajamento de acionistas são alguns dos principais pontos que impulsionaram a governança corporativa em empresas públicas e privadas em todo o mundo, de acordo com o "2011 Board Practices Report" da Deloitte, publicado em 2012. De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados concordam que o uso da tecnologia está crescendo dentro das práticas de governança. No entanto, apesar do reforço na ideologia que cerca a governança corporativa, o relatório identifica que os principais problemas que continuam a afetar a governança corporativa são: a participação dos acionistas, as novas estratégias de definição e cumprimento dos regulamentos em curso.


Confirmando a pesquisa da Deloitte, que aponta que 53% das empresas privadas que adotaram governança corporativa tiveram algum contato com acionistas durante 2011, a Starline, empresa que se dedica à tecnologia educacional, deu início ao processo de instalação da governança corporativa assim que recebeu o aporte de R$ 2,5 milhões do HorizonTI - fundo da Confrapar voltado para empresas inovadoras emergentes. A preocupação da empresa com a medida é a de instalar mecanismos que dessem garantia e confiança aos investidores sobre essa nova forma de gestão. Isso porque, a nova etapa de trabalhos da Starline prevê aumento do faturamento anual de R$1 milhão para R$3 milhões e prevê, também, novos aportes do fundo de acordo com a taxa de crescimento.


O fato de não ser uma empresa de um só dono, mas de vários acionistas, é o principal motivo para a exigência de processos transparentes. De acordo com o CEO da Starline, Adriano Guimarães, a governança corporativa é importante porque estabelece mecanismos para que grandes grupos interajam e funcionem bem, a partir da determinação de rotinas e documentos que são feitos de acordo com os acionistas e contratos que regulam os deveres de cada um.


“É uma maneira de garantir aos acionistas que a administração da empresa está sendo feita de forma clara e correta e de acordo com os princípios básicos que norteiam a boa administração. Dessa forma, o processo interfere na garantia aos colaboradores de que os processos são adequados, porque eles passam a ter mais acesso aos relatórios e as forma de uso do dinheiro”, afirma.



Fonte: Redação
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