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Petroquímica

PDVSA e Exxon retomam projeto de US$ 3 bilhões

09/09/2004 | 00h00

Depois de oito anos adormecido, um projeto para ampliar a produção petroquímica da Venezuela começa a sair do papel.
Os técnicos da Pequiven, a subsidiária da Petróleos de Venezuela (PDVSA) no setor petroquímico, e a ExxonMobil Chemical, a empresa do mesmo setor ligada à gigante americana de petróleo, iniciaram os estudos de viabilidade para produção de olefinas e derivados no complexo petroquímico de Jose, no Estado de Anzoátegui, a leste da capital venezuelana de Caracas. A informação foi confirmada ontem por um porta-voz da ExxonMobil em Caracas por telefone.
O projeto prevê a construção de uma unidade de craqueamento com capacidade de produção de 1 milhão de toneladas de eteno e seus derivados. Essa capacidade poderá gerar 750 mil toneladas de polietileno (resina plástica) e 420 mil toneladas de etilenoglicóis. Os investimentos são estimados entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões. As duas empresas terão, cada uma, metade do projeto, segundo um acordo preliminar assinado em agosto.
É um dos maiores projetos petroquímicos na América Latina. Desde 1996, ele vinha sendo estudado pela PDVSA em parceria com a Mobil antes da fusão com a Exxon, mas a instabilidade política na Venezuela havia impedido seu andamento. O acordo foi assinado dias antes do referendo sobre a permanência de Hugo Chávez na presidência da Venezuela, o que gerou especulações sobre sua verdadeira viabilidade. Com os técnicos em campo, as dúvidas deixaram de existir.
A Venezuela é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, mas tem um parque petroquímico modesto em comparação com outros países latino-americanos. A queda-de-braço entre Chávez e a oposição contribuiu nos últimos tempos para agravar a situação. Não só a produção de petróleo foi reduzida, mas também à de produtos petroquímicos. Em 2003, a produção de eteno venezuelano caiu 34%. No Brasil, a produção desta matéria-prima é dez vezes maior.
Com o complexo de Jose, cuja construção deve começar em 2006 e o início da operação, três anos depois, a Venezuela quer correr atrás do tempo perdido. Além de tentar reduzir a importação de produtos plásticos, o país buscará redirecionar parte de sua produção aos mercados externos, não só aos Estados Unidos, mas também a demais países vizinhos, como o Brasil.
O impacto do novo complexo na produção petroquímica da região ainda é incerto. De acordo com representantes da indústria brasileira, alguns produtores poderão ser afetados em seus mercados cativos. A Oxiteno, empresa química da Ultrapar, é a única produtora de etilenoglicóis e óxido de eteno no país e, potencialmente, poderia sofrer concorrência do país vizinho.
Outra fonte de preocupação dos grupos nacionais petroquímicos é o poder de fogo da parceria da PDVSA com a ExxonMobil um temor que existiu também com a entrada da Dow Química no controle da central de matéria-primas da Argentina, localizada em Bahia Blanca.
A americana ExxonMobil produz, de forma integrada no mundo, mais de 7,5 milhões de toneladas de eteno por ano, o que significa quase três vezes a capacidade de produção brasileira. Até o fim deste ano, a empresa prevê ampliar a capacidade em mais de 130 mil toneladas de eteno e etilenoglicol, em dois projetos na Arábia Saudita, segundo seu relatório anual.



Fonte: Valor Econômico
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