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Internacional

Parceria Transpacífico: articulação para manter o tratado sem os EUA

31/01/2017 | 16h14

Apesar de muitos analistas considerarem que a Parceria Transpacífico (Trans-Pacif Partnership - TPP, na sigla em inglês) não resistiria à saída dos Estados Unidos do grupo, os outros países do grupo começaram a se articular para a manutenção do tratado com novas perspectivas. As informações são da Radio France Internacionale.

Assinado em 2015 por 12 países banhados pelo Oceano Pacífico (Austrália, Brunei, Canadá, EUA, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã), o tratado ainda não entrou em aplicação. Mas, mesmo antes de Trump anunciar a saída dos EUA do TPP, o ministro do Comércio da Austrália, Steven Ciobo, já havia abordado, durante o Forum de Davos, na Suíça (em janeiro), a possibilidade de existir um "TPP 12 menos um".

Com a saída dos EUA, as articulações começaram e a China – antes vista como uma ameaça pelo grupo do TPP - hoje pode se tornar um parceiro de peso. Tanto que a Austrália já sinalizou a Pequim essa possibilidade. "Haveria perspectivas de reformular o tratado (...) para incluir países como Indonésia ou China, e outros", declarou à Australian Broadcasting Corporation, o primeiro-ministro australiano Malcom Turnbull.

Negociações ativas

Recentemente Turnbull reiterou que seu governo está tendo discussões ativas com outras nações do TTP como Japão, Nova Zelândia e Cingapura. Ele não descarta que a política americana mude sua posição um dia, já que muitos republicanos são favoráveis ao acordo. Mas também não exclui que "é possível que o TPP siga em frente sem os Estados Unidos".

O primeiro-ministro neo-zelandês, Bill English, afirmou que após a decisão de Washington, Pequim "não demorou em ver uma oportunidade" para se convidar para o TPP. E se referiu à vontade "de fazer um esforço por ver no que o Tratado pode se transformar-se, em vez de abandoná-lo e esperar um telefonema (de Washington) em relação a um eventual acordo bilateral", já que Trump anunciou sua intenção de negociar acordos bilaterais mais favoráveis para Washington.

Enquanto isso, a China, excluída do TPP desde o início, lançou sua própria iniciativa, a Associação Econômica Integral Regional (RCEP na sigla em inglês), que reúne os dez países-membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e seus parceiros comerciais regionais (China, Japão, Austrália, Índia, Coreia do Sul e Nova Zelândia). A RCEP também pretende suprimir barreiras tarifárias e não tarifárias, mas é muito mais flexível do que o TPP sobre as normas regulatórias, em particular as ambientais e sociais.

Em uma entrevista recente à imprensa, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, se mostrou evasiva sobre uma eventual participação de seu país no TPP, limitando-se a dizer que a China apoia os acordos comerciais "abertos, transparentes e em que todos ganham".

Para os analistas econômicos, a China pode se interessar em entrar para o TPP, mas como sua economia não está no melhor momento, a chance de que isto aconteça é muito pequena. Já o Japão defende um acordo com os Estados Unidos, não vendo muito sentido prosseguir no TPP sem o Tio Sam.



Fonte: Redação/Agência Brasil
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