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Empresas

Parceria leva peça plástica à mineração

28/11/2011 | 14h32
A Braskem, maior produtora de resinas plásticas da América do Sul, se prepara para lançar um produto novo no mercado de mineração em parceria com a Liderroll, empresa com sede no Rio, fabricante brasileira de equipamentos para os setores de petróleo, petroquímico, construção civil e naval.

O projeto desenvolve uma estrutura de roletes de polímeros de plástico de alta performance para sustentar correias transportadoras de minério, substituindo as de aço, que sofrem corrosão do tempo e quebra de rolamentos. O negócio é avaliado em US$ 2,5 milhões pela Braskem, informou ao Valor Rochele Melo, da área de Desenvolvimento de Mercado da empresa.

A Liderroll, dona da patente para uso de roletes de plástico em esteiras transportadoras, já apresentou à Braskem uma proposta tecnológica da peça a ser fabricada. O protótipo foi batizado de "colar de pérolas" pelo presidente da Liderroll, Paulo Roberto Gomes Fernandes. A estrutura envolve roletes de plásticos esféricos formando um colar que sustenta as correias transportadoras, dando maior proteção às esteiras que escorrem o minério. Rochele elogiou a solução tecnológica da empresa fluminense, mas adiantou que ainda não foi batido o martelo.

Além da Braskem, que vai atuar como fomentadora do projeto, e a Liderroll que foi convidada para a parceria por deter a patente dos roletes de plástico - que desenvolve desde 2006 como suportes para gasodutos da Petrobras - as empresas paulistas Titana, que é cliente da Braskem e transformadora de resinas da empresa, e a Acotep, também participam do negócio.

A Titana vai desenvolver um semiacabado com as resinas contra corrosão desenvolvidas pela Braskem. Esse semiacabado vai ser usado pela Liderroll na fabricação dos roletes de plástico que vão compor o produto final. A Acotep, com forte presença no mercado de minério, vai responder pela distribuição comercial do novo produto.

O novo produto deve ser lançado no mercado doméstico em 2012 e terá como alvo principal o setor de mineração, que responde por 85% do consumo de correias transportadoras, informou Rochele. Mas a ideia dos parceiros é avançar também em outros mercados, como o sucroalcooleiro, grãos e até em empresas de saneamento.

O projeto já caminha para entendimentos jurídicos entre as partes. Ela adiantou que está sendo redigido um memorando de entendimentos para ser avaliado e posteriormente assinado pelos parceiros. "Espero que até o fim do ano já tenhamos definida uma relação comercial entre a Braskem e a Liderroll".

Fernandes, presidente da Liderroll requereu a patente dos roletes de plástico junto ao INPI há algum tempo, mas não a desenvolveu porque o segmento de petróleo anda muito aquecido. Mas o executivo está entusiasmado com a possibilidade de acessar novos mercados com as novos parcerias.

Segundo ele, o uso dos roletes de plástico na correia transportadora de minério trará uma economia gigantesca para as mineradoras, com redução de manutenções e paradas operacionais, o que é frequente com as correias apoiadas por roletes de aço, avalia Fernandes. O mercado potencial de comercialização do novo produto é calculado por ele em 1 milhão de peças em três anos, somente no Brasil.


Fonte: Valor Econômico
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