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Empresas

Para fortalecer área de defesa, Odebrecht cria nova empresa

08/04/2011 | 10h00
A Odebrecht anunciou ontem a criação de uma nova empresa para cuidar dos seus negócios na área de defesa e segurança, com foco no desenvolvimento de sistemas integrados de segurança pública e de segurança nacional.


Segundo o presidente da nova empresa, que levará o nome de Odebrecht Defesa e Tecnologia, Roberto Simões, com isso o grupo fortalece sua atuação na área de defesa e segurança, através da gestão e implantação de grandes empreendimentos. A mais recente delas foi a aquisição da fabricante de mísseis Mectron, de São José dos Campos.


Desde o fim de 2008, no entanto, a Odebrecht já havia iniciado suas investidas no mercado de defesa ao ser subcontratada pela francesa DCNS para integrar o projeto de implementação do complexo de estaleiro e base naval da Marinha, no Rio de Janeiro. Junto com a DCNS, a Odebrecht ficou responsável pela construção e operação de quatro submarinos convencionais e um nuclear.


Em maio do ano passado, a Odebrecht também firmou uma joint venture com a empresa europeia Cassidian, braço de defesa do grupo EADS e quatro meses depois criou a Copa Gestão em Defesa, para gerenciar seus negócios na área de defesa e prestar serviços de consultoria. Inicialmente, a Copa contava com a participação minoritária de duas empresas, a Penta Prospectiva Estratégica e a Atech, especializada no fornecimento de soluções tecnológicas e no desenvolvimento e integração de sistemas estratégicos.


A Atech, segundo Simões, decidiu encerrar a sua participação na Copa, tendo em vista que a empresa está sendo adquirida pela Embraer. O anúncio oficial da nova aquisição da Embraer, segundo apurou o Valor com fontes do setor aeroespacial, está programado para ocorrer durante a feira de defesa Laad, que acontece no Rio de Janeiro, na próxima semana. A Embraer não comentou o assunto.


A joint venture com a Cassidian, de acordo com o presidente da Odebrecht Defesa e Tecnologia, prevê a criação de uma base industrial brasileira, para atender aos grandes projetos que vão acontecer no âmbito da Estratégia Nacional de Defesa. "Estamos prontos para investir no Brasil, mas tudo vai depender do interesse do cliente no desenvolvimento de novas tecnologias no país". As instalações da Mectron, em São José dos Campos, segundo Simões, deverão ser aproveitadas para o desenvolvimento dos novos projetos da Odebrecht na área de defesa.


Entre os projetos desenvolvidos pela Mectron está o míssil A-Darter, feito em cooperação entre as Forças Aéreas do Brasil e da África do Sul e que envolve também a participação de empresas brasileiras e sul-africanas. A fabricante trabalha ainda no desenvolvimento de um míssil antiradiação MAR-1, de defesa contra baterias antiaéreas para a FAB e que também está sendo fornecido para o governo do Paquistão. A empresa é também fornecedora de sistemas para os satélites do programa espacial brasileiro e o radar de bordo da aeronave militar AMX.


Sobre os investimentos que serão feitos pela nova empresa em 2011, o presidente da Odebrecht Defesa e Tecnologia disse que ainda não é possível fazer uma previsão, pois muitos projetos estão em fase de negociação. O executivo disse que a empresa tem muito interesse em participar do programa de desenvolvimento do novo cargueiro militar da Embraer, o KC-390, e que já está envolvida no projeto dos helicópteros EC725, que a Helibras e a Eurocopter vão fornecer para as Forças Armadas dos Brasil.


A aquisição de novas empresas no setor de defesa brasileiro, segundo Simões, continua na pauta de prioridades da Odebrecht. "Ainda existem três empresas nessa área que representam oportunidades atrativas de negócios. O nosso objetivo é avançar, mas de acordo com aquilo que julgarmos ser do nosso interesse estratégico", disse.


Inicialmente, de acordo com o executivo, a Odebrecht Defesa e Tecnologia ficará subordinada à unidade de negócio Odebrecht Engenharia Industrial, responsável por obras e construções civis de empreendimentos industriais. A criação de uma empresa independente nessa área, segundo Simões, é um processo natural, mas que ainda depende da evolução e do crescimento dos negócios.


Fonte: Valor Econômico
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