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Para especialistas, próximo governo deve priorizar área de infraestrutura do país

04/10/2010 | 12h38

Estradas, portos, aeroportos, ferrovias, geração e transmissão de energia, telefonia. Tudo isso faz parte do dia a dia dos brasileiros, e por isso a superação dos gargalos da infraestrutura deve ser um dos principais desafios do próximo presidente do país para os próximos quatro anos. Com a expectativa da disputa da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e das Olimpíadas de 2016 aqui no país, resolver os problemas desse setor se torna ainda mais importante.

 

Manter as contas equilibradas e ao mesmo tempo elevar a infraestrutura brasileira a uma de primeiro mundo é o grande desafio do próximo governo, na opinião do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires. Para isso, na sua avaliação, será preciso investir em novas formas de financiamento de projetos, além de apostar em planos de investimentos a longo prazo.


“O governo tem que deixar de ter planos como o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], que é apenas uma colagem de vários projetos individuais, e realmente promover um grande programa de investimento em infraestrutura, com medidas para estimular a iniciativa privada a fazer a sua parte”, aposta Pires.
 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também acredita que a superação das deficiências do setor de infraestrutura do país depende da efetiva participação da iniciativa privada no investimento e na gestão dos serviços. A entidade defende mais agilidade nos processos de licenciamento e licitação, segurança e qualidade de regulação, além de mais eficiência na gestão e no planejamento dos investimentos.


A CNI elaborou um documento sobre as principais demandas do país para entregar aos candidatos à Presidência. Segundo a entidade, o total aplicado no país em infraestrutura é de 2% em relação ao Produto Interno Bruto, o que corresponde a um terço do que é gasto na China e no Chile e a metade do que é gasto na Índia.


“É preciso no mínimo dobrar esses investimentos. Se o governo não tem capacidade de fazer ele próprio, ele tem que criar condições para que o setor privado faça. Mas não pode deixar de aumentar esses investimentos, e modernizar a gestão”, defende o presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI, José Mascarenhas.


O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, avalia que é preciso melhorar o processo de licenciamento ambiental e aumentar os investimentos no sistema portuário e nos aeroportos. “O Brasil precisa contar com um novo modelo de funcionamento nos aeroportos que atenda às demandas das empresas e dos passageiros e que garanta segurança, conforto e agilidade na movimentação de cargas e usuários”, diz. Ele também defende a universalização de serviços de distribuição de água, coleta e tratamento de esgotos.


Na área de energia, será preciso ampliar os projetos de construção de hidrelétricas, especialmente na região Amazônica, na opinião do coordenador do Grupo de Estudos do Setor de Energia Elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Nivalde de Castro. “O desafio maior vai ser sensibilizar a sociedade brasileira da importância da construção de centrais hidrelétricas de grande porte na região Amazônica. O novo governo vai ter que mostrar para a sociedade o quanto essas usinas são importantes”, afirma. O especialista também destaca que o país vai precisar construir mais termelétricas a gás.


Para o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o principal desafio para os próximos anos no setor elétrico é expandir a estrutura de geração e transmissão de energia, mantendo a matriz energética renovável. Ele também destaca o aumento na produção de biodiesel, a consolidação do marco regulatório da mineração e a exploração do petróleo do pré-sal.


Para a presidente do Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços em Telecomunicações (Sinstal), Vivien Suruagy, um dos grandes desafios do setor é a elaboração de um plano consistente para as telecomunicações, mas com a participação de todas as entidades envolvidas no assunto. Ela diz que esse planejamento é essencial para formar a mão de obra necessária para trabalhar na área de telecomunicações. “Se não sabemos o que vamos ter no Brasil de contratação de serviços para executar, como vamos fazer treinamento de mão de obra?”, questiona.


Fonte: Agência Brasil
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