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Eletricidade

Para consumidores, vantagem será a economia

20/09/2010 | 09h52
Os consumidores não sentirão de imediato os efeitos do uso do "smart grid" na distribuição de energia. Ele será usada para, por exemplo, reparar falhas de fornecimento de eletricidade a partir da central. "Daremos mais confiabilidade à rede", afirma o superintendente de Desenvolvimento e Engenharia da Distribuição da Cemig, Denys Cláudio de Souza. No ano que vem, a empresa instalará medidores inteligentes em 4.500 casas na cidade de Sete Lagoas (MG).


Junto com a Cemig, a Light vai testar a rede inteligente em alguns municípios fluminenses. A tecnologia servirá para, por exemplo, cortar à distância o fornecimento de eletricidade de uma residência que não tenha pago a conta. "Na Itália, isso é feito para economizar mão de obra", disse o presidente da Light, Jerson Kelman. "Aqui, é para dar segurança a nossos eletricistas, porque há áreas em que eles não podem entrar", explica. Também será possível medir o consumo de eletricidade a partir da central - e não mais com um funcionário indo de casa em casa para ler o relógio.


Isso permitirá que os medidores sejam instalados em postes, dificultando a ocorrência de fraudes. Em vez do tradicional relógio, o usuário terá instalado em sua casa um mostrador, no qual poderá acompanhar o consumo e ter uma estimativa do valor da conta.


Vantagens diretas. No médio prazo, porém, os usuários começarão a ter vantagens mais diretas. Medidores inteligentes possibilitam a cobrança de tarifas de eletricidade diferenciadas conforme o horário.


As pessoas poderão economizar programando a lavadora de roupa para funcionar de madrugada ou evitando banhos por volta das 19h, que é o pico de consumo no País. Tomadas mais modernas permitirão desligar equipamentos que estejam em espera (em stand-by).


Kelman, que foi presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até o início de 2009, deixou em andamento estudos para regulamentar a cobrança de tarifas diferenciadas por horário. Mas ainda não há uma decisão de governo sobre essa mudança, segundo informou o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Wilson Grüdtner.


Os medidores inteligentes tornam possível também a venda de excedente de eletricidade para a distribuidora. Em alguns países da Europa, as famílias estão comprando painéis solares fotovoltaicos, que produzem eletricidade a partir da luz solar. Há também filmes fotovoltaicos, que podem ser instalados nas janelas com a mesma finalidade.


Com esse equipamento, eles geram eletricidade para abastecer a residência durante o dia. Às vezes, há sobra de energia, que é vendida para a distribuidora. "Isso dá uma economia de até 90% na conta de luz", diz o empresário Gilberto Teixeira, da Elo Electronic Systems, fabricante de medidores inteligentes. "E se você usa essa tecnologia na sua casa de praia, em vez de uma conta, você pode receber um cheque."


Hoje, não existe regulamentação para o usuário atuar como gerador de eletricidade. Além disso, os painéis fotovoltaicos são caros. Por tudo isso, a ideia do consumidor como gerador é tratada com cautela no Ministério de Minas e Energia. A avaliação é que ainda são necessários estudos para saber ao certo se essa é a melhor opção para o País e para torná-la viável.


"Os painéis solares não são para um futuro muito distante", avaliou Kelman. "Eles são caros, mas a carga tributária sobre a eletricidade no Brasil é tão grande que a tecnologia pode se tornar compensadora." Do valor da conta de luz, cerca de um terço é impostos e contribuições.


Fonte: O Estado de S.Paulo
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