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Sexta Rodada

Para analistas a licitação foi um sucesso

18/08/2004 | 00h00

Embora a Petrobras tenha sido a grande compradora da Sexta Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), analistas não consideram que tenha ocorrido uma retração das empresas estrangeiras. O professor Edmar de Almeida, do grupo de economia da energia da UFRJ, observou que as internacionais compraram mais nesta rodada do que nas anteriores. Para o professor Saul Suslick, diretor do Cepetro da Unicamp, as parcerias são parte de uma estratégia que agrada tanto à Petrobras quanto às concorrentes. Para ambos analistas, a proposta de adiamento da sétima rodada é uma forma de controlar a relação de reserva e produção. 
"Os desafios exploratórios das bacias brasileiras são grandes e, como a Petrobras é a que tem maior conhecimento geológico das bacias, é natural que as outras empresas prefiram adquirir blocos em parceria", afirma Suslick, que acrescenta que a pressão tributária, a redução de riscos e o aprendizado de tecnologias são um conjunto de fatores que favorecem a formação de consórcios no negócio de exploração e produção petrolífera.
O professor salienta que apesar da Petrobras ter obtido maior sucesso exploratório do que outras operadoras, o potencial de descobrimentos no Brasil é considerado alto. "A Petrobras só descobriu mais porque está estudando a região há muitos anos, enquanto as concorrentes só entraram no mercado a partir 1999", ressalta.
O professor Almeida destaca que a situação de uma sexta rodada é diferente das primeiras. "No início do processo de abertura, as empresas querem marcar posição nos mercados e portanto todas vão comprar algum bloco. Agora, já há uma rotina de investimentos e as empresas querem ampliar ou reorganizar sua posição", explica.
Para o professor, tendo isso como parâmetro, o resultado da licitação foi excelente, alcançou a maior arrecadação de todas as licitações e consolidou o formato de pequenos blocos e alto conteúdo nacional como modelo ideal. "Antes, acreditávamos que o conteúdo nacional iria baixar o valor das assinaturas, mas o que se revelou foi uma grande arrecadação", comentou Almeida.
O professor Suslick destaca ainda que o modelo de licitação brasileiro tem sido observado por vários países, é elogiado internacionalmente. "O que não se pode fazer é quebrar a regularidade do processo", adverte. Para o Suslick, a continuidade das licitações é fundamental, inclusive para garantir o aumento de descobertas e a segurança de suprimentos.
Sobre a adiamento da sétima rodada, o professor Suslick acredita que a ANP, a partir das informações que detém sobre os blocos, pode "calibrar as ofertas diversificando o cardápio de blocos. Ora oferecendo campos de gás, de óleo, campos maduros, etc. Parar com as licitações é que não é aconselhável".
O professor Almeida analisa que a proposta de adiamento da sétima rodada é na verdade uma mudança de periodicidade de anual para bienal. "Na política energética deste governo não interessa que se descubra muito petróleo sem uma necessidade de consumo. O objetivo é alcançar a independência energética sem comprometer o suprimento no longo prazo. Fazer licitações de dois em dois anos é uma forma de controlar a relação entre reserva e produção", conclui.



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