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Reajuste

Palocci vê medida coerente com o cenário mundial

15/10/2004 | 00h00

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou nesta quinta-feira (14/10) que o aumento nos preços dos combustíveis da Petrobras ainda "não cobre totalmente" a variação no preço internacional do petróleo. Para o ministro, o aumento também não representa um novo impacto inflacionário. Ele considerou "correta" a postura da empresa, mas ressaltou que não sabe quais foram os critérios utilizados na definição do percentual de reajuste.
"Eu acho que a Petrobras está fazendo um ajuste frente aos preços internacionais; todos os países do mundo devem estar fazendo algum nível de ajuste hoje (ontem)", comentou. "Ainda há muita incerteza sobre o futuro dos preços do petróleo, mas é certo que eles vão ficar acima da média dos últimos anos por um período razoável. Então eu acho que a atitude da Petrobras foi correta", salientou.
Questionado sobre o impacto da medida nos índices de inflação, Palocci disse que o mercado já internalizou esse aumento nas últimas projeções. "O Banco Central e os analistas já sabiam que, pelo nível do petróleo, algum ajuste do combustível deveria existir, então não há nada fora das perspectivas de análises que já foram feitas".
Palocci considerou a decisão de elevar o preço coerente com o cenário mundial. "Há um período de incerteza, há observações ainda sendo feitas para saber qual o comportamento futuro. Não vi ninguém responder o que acontecerá com o petróleo no futuro, certamente porque essa resposta não existe, então é preciso observar", afirmou o ministro.
Palocci ressaltou, no entanto, que a economia brasileira tem mais "musculatura" para enfrentar uma crise internacional do petróleo hoje do que há 30 anos, quando aconteceu o primeiro grande impacto dessa natureza. Ele destacou dois fatores para justificar sua confiança no momento atual: a situação das contas externas e a mudança na matriz energética brasileira.
"A situação das nossas contas externas hoje é muito mais favorável, muito positiva e permite que o país tenha mais musculatura para enfrentar a adversidade", resumiu. O ministro destacou ainda que, desde o primeiro choque do petróleo, na década de 70, o Brasil "diversificou sua matriz energética e aumentou bastante a produção interna, de forma que a nossa dependência do petróleo para as contas externas é muitas vezes menor do que era no passado".
Palocci também se mostrou confiante com o crescimento econômico verificado nos últimos trimestres e minimizou eventuais análises que sejam baseadas em indicadores passados. "Dados do retrovisor mostram piora do cenário da dívida, os efeitos da crise de 2002, do ajuste de 2003 e as muitas dificuldades decorrentes daí para a renda, para as empresas. Se olharmos para a frente, dado o ajuste que foi feito e a mudança estrutural nas nossas contas externas, nós olhamos para uma economia que já marca o sexto trimestre de crescimento, então há uma perspectiva muito firme de que entramos em um ciclo sólido de crescimento econômico ", concluiu.



Fonte: Valor Econômico
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