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Consumo

Países ricos voltam a devorar petróleo

25/09/2017 | 13h26

Os esforços de toda uma década para reduzir o consumo de petróleo nos países industrializados correm o risco de serem revertidos, porque os preços baixos dos combustíveis estão estimulando a demanda por petróleo e levando os motoristas a voltar a carros maiores e que consomem mais combustível.

A demanda por petróleo nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), que caiu entre 2005 e 2014, está crescendo rapidamente nos últimos três anos, depois que o preço do barril de petróleo recuou de mais de US$ 100 para US$ 55.

Se a tendência se mantiver, 62% da redução no consumo dos países da OCDE (grupo que reúne algumas das maiores economias do planeta) de 2008 para cá terá sido revertida até o fim de 2018.

O uso robusto do petróleo nos países desenvolvidos, depois de anos de expectativa de declínio -e em um período de alta no consumo pelos mercados emergentes-, gerou incertezas sobre quando a demanda mundial por petróleo atingirá um pico.

Algumas companhias de energia, como a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, acreditam que isso vá acontecer na próxima década.

"Se o petróleo ficar no nível [de preço] atual, o declínio estrutural na demanda que todos estão esperando demorará mais a acontecer", afirmou Michael Cohen, analista de energia do banco britânico Barclays.

Velhos hábitos

Para ele, embora a demanda estivesse crescendo em razão da recuperação da economia dos EUA e da Europa, os preços mais baixos também tiveram peso na mudança, ao influenciar o comportamento dos consumidores.

"A melhora firme que vimos durante alguns anos nos padrões médios de consumo de combustível dos veículos agora praticamente desapareceu", disse Cohen.

"Embora nem todo motorista esteja comprando um utilitário esportivo, eles certamente não estão escolhendo veículos supereficientes em termos de consumo como os que selecionavam quando o petróleo estava acima dos US$ 100 por barril."

Alguns analistas advertem que é preciso cuidado para evitar complacência ou ignorar a virada no consumo dos países desenvolvidos e suas implicações atuais, entre as quais a possível necessidade de mais suprimento.

"O problema com o mercado do petróleo no momento é que, embora pareça estar querendo incorporar a potencial desaceleração na demanda da década que vem, ao mesmo tempo vem ignorando a realidade fundamental que existe hoje", afirmou a consultoria Energy Aspects, do Reino Unido.

"Os investidores continuam fascinados por uma revolução na energia que ainda não se concretizou".

Com tradução de Paulo Migliacci, Fonte: Financial Times, Texto extraído do portal Folha de S. Paulo



Fonte: Financial Times, 25/09/2017
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