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EUA

País reage a aumento na especulação com petróleo

18/08/2008 | 05h17

Novos dados oriundos do mercado de commodities mostram que especuladores são uma peça maior do que se pensava do mercado de petróleo, o que joga lenha na fogueira do debate sobre a influência de operadores nos preços. 


No mês passado, a maior autoridade americana para a operação de commodities reclassificou um operador não identificado como especulador "não comercial". Essa decisão fez com que muitos analistas passassem a perceber o mercado de petróleo não mais como uma praça diversificada, mas sim como uma concentração de participantes financeiros que entram com grandes apostas. 


 
Com isso, o número de contratos futuros e opções detidos por operadores contados como especuladores (aqueles que não têm a necessidade comercial de reduzir riscos de preço de combustíveis em seus negócios) subiu de 38% para 49% de todas as apostas em petróleo em negociação na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). 


A escala da recente revisão e questões cada vez mais numerosas sobre a confiabilidade e a transparência dos dados nesse crucial mercado estão alimentando os esforços de congressistas do Partido Democrata americano para impor novas e amplas restrições à negociação de combustíveis. 


Enquanto isso, esquenta o debate na Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA, conhecida como CFTC, incumbida de supervisionar o mercado de opções e futuros de commodities, de US$ 4,78 trilhões, sobre o que a agência sabe e o que ela não sabe. Alguns parlamentares criticaram a CFTC dizendo que ela exercia uma supervisão frouxa do mercado. 


Bart Chilton, um político democrata membro da CFTC, diz que a reclassificação dos dados "salienta que precisamos garantir que temos nossos dados não apenas completos, mas totalmente compreendidos. Também demonstra novamente que não temos todas as informações de que precisamos para fazer declarações sobre o papel de especuladores em mercados de commodities. Foi uma decepção para mim que a agência tenha divulgado resultados de estudo interno sobre o impacto dos especuladores em mercados de petróleo quando não temos todos os dados". 


Participantes experientes do mercado de commodities se apóiam nos relatórios semanais da CFTC sobre grandes operadores, tanto comerciais quanto especulativos, para se informar sobre tendências do mercado quando tomam decisões de investimento. 


Mas, com o crescimento da atividade especulativa, aumentaram também as críticas aos dados. Analistas do Lehman Brothers dizem que os dados da CFTC, no formato atual, não distinguem certas categorias de operadores financeiros de operadores comerciais e "criam uma oportunidade para a atividade de investidores puramente financeiros, menos informados, distorcerem as expectativas". 


Nos últimos meses, membros do Congresso americano têm pedido informações sobre a distinção, na tentativa de atender às expectativas de consumidores e empresas de sua base eleitoral sobre o que tem contribuído para a alta da gasolina e outros combustíveis. Em resposta, a CFTC vem coletando mais dados. Ela se comprometeu a reportar-se ao Congresso novamente em 15 de setembro. 


O amplo leque de opções sobre como a especulação está afetando os preços dos combustíveis deriva em parte da dificuldade de se definir o que, exatamente, é pura especulação e o que é uma operação "comercial", em que firmas fazem cobertura para os riscos envolvidos na compra, uso ou processamento de commodities físicas no dia-a-dia de seus negócios. Muitos bancos de investimento, firmas de private equity e fundos de hedge têm investido em ativos físicos, como terminais de armazenagem, oleodutos, gasodutos e empresas de distribuição, usinas elétricas e propriedades de petróleo e gás. 


O papel duplo os coloca numa possível posição de estarem tanto fazendo hedge quanto especulando. Essa foi uma das questões que surgiram no mês passado quando a SemGroup, uma empresa americana de distribuição e armazenagem de combustíveis, pediu concordata. Credores alegaram que ela pôs mais capital em risco por meio de especulação do que precisava para cobrir os riscos de suas operações comerciais. Um porta-voz da empresa não quis comentar. 


Os preços de combustíveis oscilaram bastante nos últimos meses. Na maior parte de junho e começo de julho, o petróleo disparou, estabelecendo um recorde a US$ 145,29 por barril na Nymex no dia 3 de julho. Mas desde então caiu 21%. Na sexta, fechou a US$ 113,77 queda de 1,24%. 


A CFCT começou há algumas semanas a estudar uma enorme quantidade de dados solicitados em junho de empresas de Wall Street e está pedindo informações adicionais. As empresas que fornecem os dados são chamadas "swaps dealers", ou operadores de swaps. Elas vendem a seus clientes derivativos de combustíveis que possibilitam investir em preços desse mercado fora das bolsas de futuros, e os bancos costumam compensar o risco dessas transações de clientes negociando nos mercados futuros. 


Alguns operadores sugeriram que a queda do petróleo aconteceu em parte porque o operador que foi reclassificado pode estar desfazendo posições na commodity porque não se qualifica mais para certos incentivos fiscais de operadores comerciais. Mas Thomas LaSala, diretor de fiscalização da Nymex, disse que a reclassificação da CFTC não afetou nenhum nível de operações que a Nymex já impunha sobre operadores em particular e que a bolsa não havia forçado nenhuma entidade a desfazer posições. 



Fonte: Valor Econômico
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