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Gabrielli

País pode ter dificuldade na produção de etanol até 2013

25/08/2011 | 09h25
O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, disse nesta quarta-feira, 24, que o Brasil deve ter dificuldades na produção de etanol nos próximos dois anos. "Nós vamos viver nos próximos dois anos dificuldades na produção do álcool no Brasil", afirmou o executivo, que participa de audiência pública conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e Comissão de Infraestrutura do Senado sobre royalties do pré-sal.
 


Gabrielli observou, no entanto, que não se trata de um problema de estoque, e sim de produção de cana-de-açúcar, tendo em vista um "movimento particular" no setor, pois os investimentos do setor privado não cresceram, a safra do Brasil de 2009 foi ruim e houve ainda houve quebra de safra na Índia, que é um dos maiores exportadores de açúcar do mundo.
 

Ele observou, no entanto, que não é interessante para a Petrobrás que o preço do álcool tenha grandes variações. "Como produtores de gasolina, não queremos que o preço fique variando toda hora", disse.
 

Segundo Gabrielli, a queda na produção de petróleo da Petrobras em julho é consequência de maiores exigências no processo de fiscalização das plataformas por órgãos como a Marinha e o Ministério do Trabalho. "Hoje há exigência maior, legítima. Isso implica ter mais paradas e afeta a produção", disse Gabrielli.
 

Ele ressaltou que a produção da estatal aumentará daqui para frente com a entrada em operação de novas sondas de perfuração. Ele observou, porém, que não é possível fazer uma previsão sobre as paralisações das plataformas. "Não sei o que virá. Vamos fazer a nossa parte", disse.

Questionado sobre a divisão dos royalties do pré-sal, Gabrielli disse que a posição dele pessoal, não como presidente da empresa mas como cidadão, é de uma divisão "mais igualitária".

O executivo evitou comentar sobre a decisão do governo, anunciada ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que a 11ª rodada de licitação de blocos para exploração de petróleo será adiada para 2012. "Não vou comentar sobre esse assunto. A Petrobras fará o que for decidido".
 

Royalties
 

Gabrielli demonstrou preocupação com uma possível queda do veto à emenda Ibsen sobre distribuição de royalties. "Se derrubar o veto, volta a emenda passada, que altera os contratos", afirmou. Isso porque, observou o executivo, a divisão igualitária de royalties teria impacto não só no petróleo extraído nos blocos não licitados da camada pré-sal, mas também das áreas já licitadas, que têm contratos vigentes.
 

Para o senador Delcídio Amaral (PMDB-MS), presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, a volta da emenda Ibsen "vai criar um problema jurídico absolutamente inadministrável".
 

Segundo ele, a queda do veto à emenda Ibsen pode fazer com que as empresas que detêm concessões para exploração de petróleo recorram à Justiça.
 

Segundo o executivo, esse cenário ocorreria porque a volta da emenda Ibsen "muda a situação do passado", ao elevar a alíquota do royalty das áreas concedidas de 10% para 15%.
 

Gabrielli ressaltou que é preciso uma definição do Congresso Nacional sobre a questão dos royalties para que o governo possa licitar novas áreas de exploração do pré-sal. "O problema do royalties precisa ser definido para (licitar) novas áreas do pré-sal. Sem royalties, não tem o que definir", reforçou.



Fonte: Agência Estado
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