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Setor Naval

País perde US$ 1,2 bi com sobreestadia de navios

25/06/2004 | 00h00

Dificuldades de acesso nos portos, falta de calado, greve de servidores públicos e excesso de burocracia estão no rol de um desperdício equivalente a US$ 1,2 bilhão pagos aos armadores de navios, a título de "demurrage", termo inglês que significa sobreestadia de navios nos portos.
Esse montante recai sobre toda a cadeia produtiva, porque onera tanto a importação quanto a exportação, neste caso, além do frete e do seguro. Os fretes gerados pelo Brasil, em 2004, deverão somar cerca de US$ 8 bilhões, sobre os quais acrescenta-se a sobreestadia.
"A sobreestadia representa menos dinheiro no bolso da cadeia de produção brasileira e vai direto para o dono do navio, quase em sua totalidade estrangeiro", destaca Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP). A entidade endossa os números de desperdício do setor, preparados por uma associada multinacional e que foram entregues ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O setor quer que o governo acione os ministérios para minimizar os efeitos da sobreestadia
Segundo Manteli, o problema da sobreestadia, comum na maior parte dos portos brasileiros, ficou pior no primeiro quadrimestre deste ano, principalmente no porto de Paranaguá. "Os desmandos administrativos, coincidindo com as grandes compras chinesas, elevaram as estadias a US$ 40 mil ou US$ 50 mil", garantiu. Por essa razão, vários navios deslocaram suas escalas para São Francisco (SC), Rio Grande (RS) e Santos (SP), disse.
Na análise da ABTP, os terminais privados brasileiros se assemelham aos seus congêneres da melhor qualidade, em qualquer parte do mundo, mas os portos não estão acompanhando esse ritmo. Na burocracia, por exemplo, Manteli cita a falta de sincronia dos horários das repartições públicas que atendem as embarcações. "São horários desarticulados que afetam a cadeia logística em direção ao navio, fazendo-o esperar além da conta", diz. Os contratos de afretamento de cargas fixam os prazos completos de cada operação e sempre que há obstáculos não previstos, incide a cobrança de sobreestadia.
O porto de Santos, além de ter vários pontos com a profundidade necessária comprometida, apresenta crescente dificuldade de acesso pelas vias rodoviária e ferroviária. Duas vias perimetrais, que aliviariam os congestionamentos, enfrentam exigências ambientais para serem licitadas.



Fonte: Valor Econômico
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