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Petrobras

País chega à auto-suficiência, mas pode ter déficit em refino, diz Gabrielli

12/04/2006 | 00h00

Às vésperas do anúncio de auto-suficiência na produção de petróleo, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, reiterou nesta terça-feira (11/04) que a empresa não mudará sua política de preços e alertou para o risco de déficit na capacidade de refino até o fim da década. Segundo o executivo, o país deverá chegar a 2010 produzindo 2,3 milhões de barris de óleo bruto por dia. No entanto, a capacidade de refino estará em 1,895 milhão de barris, segundo cálculos da empresa que consideram um crescimento de 4% da economia local e de 2,6% na demanda por petróleo e derivados.

Por isso, conforme afirmou ontem Gabrielli, em audiência pública no Senado, uma das maiores prioridades da estatal é investir em refinarias que possam transformar petróleo do tipo pesado, encontrado mais freqüentemente no Brasil. Para 2011, ele espera a entrada em operação da nova refinaria de Pernambuco, em parceria com a venezuelana PDVSA, com capacidade para refinar 200 mil barris por dia, com destaque para óleo diesel. Já o recém-anunciado complexo petroquímico de Itaboraí (RJ) terá capacidade para processar 150 mil barris por dia, acrescentou.

Cobrado pelos senadores quanto aos preços da gasolina, Gabrielli voltou a afirmar que a auto-suficiência não vai alterar a política da Petrobras para reajustes. Ele explicou que qualquer mudança tem implicações diretas no comércio exterior do país. "O preço não pode ser descolado do preço internacional. Se ficar acima durante muito tempo, vai provocar importação do produto no Brasil. Se ficar abaixo, outros vão comprar aqui e exportar", observou Gabrielli, acrescendo outro fator. "Para fazer investimentos, precisamos de um conjunto de máquinas e serviços que não apenas são dolarizados, mas atrelados aos preços internacionais do petróleo."

O presidente da estatal entrou em polêmica com parlamentares quando foi provocado pelo senador César Borges (PFL-BA), que comparou os resultados de crescimento da produção de petróleo nos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o senador, a produção aumentou 11% ao ano no governo anterior. No governo atual, ela se expandiu 12,7% em três anos - média de apenas 4% ao ano. "Se o atual governo tivesse mantido o ritmo do governo passado, teríamos atingido a auto-suficiência antes", atacou Borges.

Gabrielli respondeu com dureza. Segundo ele, houve atrasos na entrega das plataformas P-48 e P-50, que deveriam ter entrado em funcionamento no governo anterior. Ele também disse que, nos anos FHC, a Petrobras seguia uma política de não participar ativamente dos leilões de novos blocos de exploração promovidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Isso foi revertido, afirmou o executivo. "Havia uma instrução para a empresa não participar dos leilões para estimular a entrada de novos investidores. Tínhamos áreas de exploração declinantes."

À divergência sobre o crescimento da produção nos dois governos seguiu-se um bate-boca entre Gabrielli e Borges. O senador questionou a conveniência de contratar o publicitário Duda Mendonça para a campanha de auto-suficiência e citou as suspeitas levantadas contra ele na CPMI dos Correios. "Enquanto não for comprovada a incapacidade legal de ele atender esse compromisso, avaliaremos (a questão) do ponto de vista técnico", respondeu Gabrielli, que afirmou que o próprio Borges e o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), padrinho político do primeiro, haviam feito campanhas com Duda no passado. Os senadores negaram.

O ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, que participou de seminário na Câmara dos Deputados, afirmou que está "muito otimista" com a possibilidade de restabelecer rapidamente o fornecimento total de gás natural da Bolívia. Gabrielli minimizou as chances de racionamento para residências e veículos. O fornecimento foi parcialmente interrompido, na semana passada, por causa do rompimento de duto no sul do país vizinho. Ele informou que as condições climáticas melhoraram, permitindo a execução dos reparos.



Fonte: Valor Econômico
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