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26º Encontro Econômico Brasil-Alemanha

Oportunidades em infra-estrutura e energia atraem empresas alemães

26/08/2008 | 13h17

A economia brasileira atravessa um momento favorável e oferece boas oportunidades de investimentos especialmente nos setores de infra-estrutura e energia. Essa avaliação foi feita nesta segunda-feira, 25 de agosto, durante o 26º Encontro Econômico Brasil-Alemanha. O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua congênere alemã, a BDI, começou no domingo, 24, e termina hoje, 26, em Colônia, na Alemanha.

 

Nas mesas de discussão, os alemães elogiaram a recuperação econômica e listaram as razões para empresas alemãs investirem no Brasil. O presidente da BDI, Jürgen Thumann, destacou que, recentemente, o Brasil conquistou o grau de investimento das agências de classificação de risco Fitch e Standard & Poor's e deve aplicar cerca de 200 bilhões de euros até 2010 em obras de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Um projeto que cativou os alemães é o do trem-bala entre o Rio de Janeiro a São Paulo, cuja licitação está marcada para 2009. "De trilhos nós entendemos", disse Thumann. Segundo ele, o projeto é "interessantíssimo" para a indústria alemã.

 

A expectativa dos empresários brasileiros é que o entusiasmo dos alemães se transforme em investimentos na área de infra-estrutura. De acordo com o diretor-executivo da CNI, José Augusto Coelho Fernandes, as parcerias bilaterais precisam ser ampliadas. "A indústria alemã deve aproveitar as oportunidades de investir em infra-estrutura no Brasil. Um dos grandes objetivos do encontro é trabalhar justamente nessas questões", completou. Ele explicou que o evento ajuda a construir uma agenda de contatos entre os empresários e a identificar os obstáculos às parcerias e ao comércio entre os dois países.

 

COMBUSTÍVEL VERDE - Outra área que pode incrementar o comércio entre os dois países é a de biocombustíveis. "Queremos criar um mercado para o etanol. A meta do Brasil é fazer com que o produto tenha uma cotação internacional e seja vendido como petróleo", explicou Fernandes. Para isso, o país precisa abrir o caminho das exportações e espera que a Europa use o álcool na mistura com a gasolina.

 

Mas isso depende da mudança das políticas européias. Os biocombustíveis enfrentam resistência da opinião pública na Europa, que associa a produção de cana-de-açúcar ao desmatamento da Amazônia e à aceleração dos preços dos alimentos. "O Brasil e a Alemanha têm um futuro de parcerias muito promissor na área de biocombustíveis. Mas precisamos mostrar às pessoas que a produção de etanol não tem nada a ver com a produção de alimentos", afirmou Jürgen Thumann.



Fonte: CNI
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