acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Mercado

Opep: Petróleo extra pode não conter o boom dos preços

15/03/2005 | 00h00

Os produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nesta terça-feira (15/03) consideraram a proposta saudita de um modesto crescimento na produção, mas dizem que isso não é garatia de contenção dos recordes de preços.
A Opep, que se reunirá na quarta-feira, está sob pressão dos países consumidores para tomar alguma atitude para trazer os preços para abaixo de US$ 55 o barril.
A Arábia Saudita está sugerindo que a Opep aumente o limite para a produção oficial em 500 mil barril por dia, 2% dos 27,5 milhões de barris por dia produzidos pelo cartel.
"Esperançoso, acredito que vou convencer os outros ao meu pensamento", disse o ministro do petróleo saudita Ali al-Naimi.
O minitro saudita disse que seu plano siginifica que, incluindo a atual produção de 700 mil bpd fora do limite, a produção cresceria de 27,7 milhões para 28,2 milhões bpd.
O presidente do cartel, o Sheikh Ahmad al-Fahd al-Sabah, do Kwait, disse que todos na Opep estão de acordo sobre mais óleo, mas alguns países querem deixar o suprimento extra para junho. Com a produção do grupo próxima a mais alta em 25 anos, os países produtores estão mostrando sinais de preocupação sobre sua habilidade de atender o rápido crescimento da demanda na segunda metado do ano.
A Arábia Saudita deu um passo improcedente de anunciar planos futuros de abastecimento, dizendo que o pais iria aumentar a produção no final de 2005 para passar por mais um ano de forte crescimento de demanda liderado pela China.
"Isso é muito mas você não deveria culpar a Opep", disse o ministro do petróleo do Qatar
Abdullah al-Attiyah sobre os preços do petróleo. "A Opep fez tudo o que pode. Isso está fora do controle da Opep".
"Não há muito mais que possamos fazer, nós podemos fazer um gesto de boa-vontade", disse o ministro do Petróleo da Argélia, Chakib Khelil.
O único produtor mundial com alguma capcidade de aumento de suprimento, a Arábia Saudita está particularmente preocupada com a demanda do quarto trimestre do ano, quando ocorrem picos de demanda sazonais.
Os administradores de fundo diversificando ações ordinárias e valores ajudaram os preços do petróleo nos Estados Unidos chegarem tão alto, a US$ 48,74, média muito distante este ano, subindo de US$ 41,47 o barril em 2004 e US$ 30, 99 em 2003.
O petróleo nos Estados Unidos baixou dois centavos a US$ 54, 93 o barril, um recuo tímido ante do recorde de US$ 55,67 em outubro passado.
"O risco do preço está mais para a alta do que para a baixa", disse o analista Yasser Elguindi do Medley Global Advisors. "
"Tem muito mais demanda para a segunda metade do ano do que a Opep pensava no início do ano. Eles precisam encarar essa realidade".
Os experts da Opep agora estão projetando crescimento de 1,9 milhões barris por dia no mercado mundial de 84 milhões de bpd, seguindo a explosão do ano passado de 2,6 milhões bpd.
Preocupado com a possibilidade dos custos de energia descarrilharem o crescimento da economia norte-americana, o secretário de energia dos Estados Unidos, Sam Bodman, contactou algumas nações da Opep sobre a política após o encontro, disseram os ministros.
Infladas as contas de combustível, ainda deverão causar uma significativa desaceleração no crescimento global, mas alguns na Opep estão preocupados com o impacto de longo prazo dos preços altos na demanda de combustíveis.
"Estamos preocupados sobre preços, nós também estamos preocupados com o crescimento econômico e particularmente sobre o crescimento econômico dos países em desenvolvimento", disse Naimi.
Outros na Opep não vêem danos econômicos devido aos preços altos, eles destacam que os picos dos anos 70, incluindo a inflação, foram equivalentes a US$ 80 o barril na equivalência monetária atual.
"Mesmo com US$ 60 nós não vemos impacto econômico", diz o ministro da Energia do Líbano,  Fathi Omar Bin Shatwan.



Fonte: Reuters
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar