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Energia alternativa

Ondas no litoral brasileiro podem suprir 15% do total consumido no país

14/02/2006 | 00h00

Na maré de incentivos à energia alternativa, o Brasil começa a incluir o extenso litoral na matriz energética. A primeira usina de ondas da América do Sul sairá do papel em março, quando o governo do Ceará promoverá licitação para as obras do empreendimento. A capacidade de geração de 500 KW, suficiente para abastecer 2 mil famílias, é apenas uma gota do oceano: a costa brasileira é capaz de fornecer 15% de toda a eletricidade consumida no país, de acordo com a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).

A Coppe elaborou o projeto pioneiro da usina de ondas e o governo do Ceará assumiu a construção, com investimento inicial da ordem de R$ 3,5 milhões. Para cada MW, a energia de ondas consome US$ 1,2 milhão. Menos que a energia eólica (US$ 1,4 milhão) e mais que a hidráulica (US$ 1 milhão por MW). A Eletrobrás financiou parte do projeto, com R$ 375 mil.

Localizada no porto de Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza, a usina foi planejada para possuir 20 módulos, dos quais dois serão licitados no próximo mês. A expectativa é ter em operação um décimo da capacidade instalada da usina já em dezembro, com 50 KW.

Na medida em que a demanda crescer, investidores interessados podem aumentar a capacidade também, sendo esta flexibilidade uma das vantagens apontadas pela Coppe.

Além de ter elaborado o projeto piloto da usina, a Coppe mapeou o potencial da energia alternativa do país. De acordo com estudo preliminar, o Sul tem o maior potencial de gerar energia a partir do mar, com capacidade de geração estimada em 35 gigawatts (GW). Em seguida, a Região Sudeste, com ondas de 30 GW. O litoral Norte e o Maranhão têm possibilidade de geração de 27 GW. Mas há contra-indicações.

- Onde tem rota de navio e atrativos turísticos não se pode instalar usina de ondas - pondera o coordenador da Coppe, Segen Estefen. Segundo ele, uma onda de um metro pode gerar cerca de 7,7 KW.

Além dos surfistas, da Coppe e do Estado do Ceará, o governo federal também já está de olho nas ondas. O diretor executivo da Empresa de Planejamento Energético (EPE), Maurício Tolmasquim, vislumbra o projeto como um forte candidato ao programa de energia alternativa do governo federal, o Proinfa.

- Nosso papel é analisar tudo o que é novo. Até pouco tempo era incipiente e veja o que se tornou - avalia.

O fabricante escocês de geradores próprios para a usina de ondas Ocean Power Delivery dobrou o número de funcionários nas últimas duas semanas, de 25 para 50. Atento ao potencial, o gerente de Desenvolvimento de Negócios da empresa, David Langston, está no Brasil para apresentar o projeto. Ele conta que está preparado para produzir 10 geradores por ano, o suficiente para ver as ondas da Europa deslancharem no sistema elétrico do Brasil.



Fonte: Jornal do Brasil
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