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Biocombustíveis

Óleo de soja não é enquadrado como biodiesel

08/03/2006 | 00h00

Qualquer óleo vegetal é formado por ésteres ligados à glicerina, que o tornam mais viscoso. Para que ele se torne combustível, é preciso passar por um processo chamado de transesterificação, onde é misturado a um álcool (etanol ou metanol).

A partir de uma reação química, os ésteres do óleo se ligam ao álcool e se separam da glicerina, resultando em um combustível puro. O óleo de soja, portanto, não pode ser considerado biodiesel.

"O biodiesel é um óleo vegetal modificado por uma reação com álcool, e o óleo bruto sem tratamento adequado, ao ser usado, não é totalmente queimado e formam-se resíduos nos bicos injetores e em outras partes do sistema", esclarece Bill Jorge Costa, gerente da Divisão de Biocombustíveis do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O Tecpar deve iniciar no primeiro semestre estudos com o uso de óleo vegetal para tratores, puro e com misturas.

Manoel Branquinho, dono de uma oficina em Rio Verde (GO), realiza seus próprios testes com óleo de soja desde o fim dos anos 1990. Em seu estabelecimento, é comum encontrar equipamentos funcionando com o derivado vegetal. Agora, em conjunto com a Fundação de Ensino Superior de Rio Verde (Fesurv), ele garante ter encontrado a fórmula certa. "O ideal é usar 30% de óleo de soja e 70% de óleo diesel, e os dois produtos precisam ser bem misturados antes de ir para o tanque", avisa.

Em 1998, quando Branquinho alugava geradores de energia, o preço do diesel subiu e ele decidiu testar um produto mais barato. Em 2000 ele voltou para o diesel e, a partir de 2004 retornou ao óleo vegetal. Suas pesquisas ganharam a Fesurv como parceira e, no passado, testes começaram a ser feitos em dois motores, que funcionaram 100 horas com cada mistura.

Os resultados estão sendo divulgados por ele e pelo professor da Fesurv, Anízio de Assis Rodrigues Miranda, coordenador na instituição da pesquisa "Combustível Alternativo". Em janeiro passado foram feitas reuniões com agricultores de Uberlândia e Uberaba.

"Os produtores estavam usando por conta própria. Agora seguem nossa recomendação", diz Miranda. A receita dele é a seguinte: em um recipiente de 200 litros, usado como misturador de semente, coloca-se 140 litros de diesel e 42 litros de óleo de soja, e mexe-se por 20 minutos, até ficar homogêneo. "A intenção do projeto é baratear custos". Ele contou que a fórmula está sendo testada em tratores de duas fazendas, em Uberaba (MG) e Miguelópolis (SP).

O combustível composto, na proporção meio a meio, também está sendo usado há seis meses para abastecer um caminhão ano 2003 da Transpérola, de Anápolis (GO). "Além da economia na compra, observamos um rendimento 7% maior", contou o gerente de frota da empresa, Aurélio Nunes. Segundo ele, 60 mil quilômetros já foram rodados e, quando chegar a 200 mil, o motor será aberto para que os resultados sejam checados.

No front mais convencional, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que as indústrias de máquinas realizam testes para avaliar a adaptação dos motores à mistura de 2% de biodiesel no diesel - percentual definido pelo governo.



Fonte: Valor Econômico
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