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Cargos e salários

Oito em cada dez profissões estão sem aumento salarial real, revela pesquisa

09/06/2017 | 12h00

A instabilidade econômica afetou em cheio o bolso dos executivos. É o que revela recente o levantamento realizado pela Michael Page, uma das maiores empresas globais de recrutamento especializado de profissionais de média e alta gerência, que faz parte do PageGroup. De acordo com o Estudo de Remuneração 2017 da companhia, oito em cada dez cargos analisados apresentaram remuneração estável ou em queda em relação ao mesmo estudo feito em 2015.

“O cenário para o executivo de média e alta gerência é um pouco diferente daquele verificado há dois anos, quando os funcionários ainda conseguiam negociar melhores ganhos. Com a crise, as empresas foram afetadas e muita gente acabou perdendo emprego. Para se recolocar, estão tendo que negociar mais e, em muitos casos, com salários 10 a 20% inferiores à última ocupação. Quem ficou, não está conseguindo ter ganhos reais”, revela Ricardo Basaglia, diretor executivo da Michael Page.

Além do tradicional mapeamento de salários, neste ano a Michael Page entrou em contato com mais de 3 mil profissionais de todo o Brasil para entender quais são suas reais impressões sobre o mercado atual. A empresa procurou entender como os profissionais exergam sua carreira, a possição do empregador no seu desenvolvimento profissional e outros fatores que completam a remuneração.

13 de 15 setores estão com remunerações estáveis ou em queda

De acordo com o Estudo de Remuneração 2017 da Michael Page, a maioria dos setores pesquisados apresentaram mais cargos com manutenção ou perda da média salarial quando comparado com o levantamento anterior.

Também foi feita a análise dos cargos por setor para entender o percentual de profissões atingidas pela remuneração estável ou a queda:

Supply, Engenharia, Petróleo e Gás, Propriedade e Construção – 100%

Vendas, TI – 97%; Saúde – 92%; Marketing – 82%; Jurídico – 78%; Varejo – 73%; Seguros – 75%; RH – 64%; Financeiro – 57%

A área de Bancos & Serviços Financeiros foi a exceção do estudo. Dos 49 cargos verificados, apenas três não registraram aumento na média salarial. A divisão de Digital é posterior ao estudo de 2015 e, portanto, não possui histórico de comparação salarial.

Petróleo e Gás

Nos últimos anos, o setor de Petróleo & Gás sofreu com a crise política e econômica. As empresas de extração de petróleo ainda passam por um período de incertezas no país. Os desestímulos dos investidores fizeram com que o mercado parasse e sofresse baixa desde o período inicial da crise.

“Com isso, o quadro salarial não teve grandes mudanças, os salários se mantiveram e podemos ver uma queda mais relevante em cargos plenos”, resume o diretor.

Propriedade e Construção

Nos últimos dois anos de crises, tivemos algumas mudanças drásticas no setor em si, principalmente em cargos específicos. A instabilidade política e o cenário atual acabam prejudicando a área.

O setor privado foi um que estagnou nesses últimos anos. A demanda por profissionais especializados diminuiu e a oferta aumentou, viabilizando uma estagnada no setor.

“No varejo, pouquíssimas empresas estão investindo na abertura de novas lojas, impactando no recrutamento de novos profissionais. Já a área comercial destacou-se nesses anos e teve um aumento relativo comparado com os últimos, pois é esse profissional que prospecta negócios para as construtoras, trazendo clientes”, sintetiza.

O cargo em alta em foi o de gerente de Segurança Patrimonial. Passou de remuneração média de R$ 17 mil para R$ 23,5 mil.

Recursos Humanos

A área de Recursos Humanos foi bastante desafiada no período e desenvolveu novas facetas frente ao negócio. A área passou por mudanças de estrutura e redefiniu prioridades neste último ano para acompanhar o cenário da economia brasileira. Apesar do ano incerto e da remodelagem das empresas, o segmento se movimentou de maneira enérgica.

“Subsistemas como o de Remuneração foram altamente demandados e esta tendência se estenderá pelo próximo ano. Gerentes em posições generalistas e Business Partners, todos fortemente voltados para o negócio, certamente receberão a mesma atenção do mercado”, pontua Basaglia.

A remuneração média desses profissionais oscilou muito, tanto para cima como para baixo. O salário de um diretor de Recursos Humanos em empresa de pequeno e médio porte passou de R$ 22,5 mil para R$ 32,5 mil. Já para o especialista de Comunicação Interna em empresa de grande porte, os ganhos saíram de R$ 14,5 mil para R$ 12 mil.

Bancos & Serviços Financeiros

As remunerações na área bancária no Brasil demonstraram um aumento considerável quando comparado com os últimos anos.

Um fator comum para a maioria dos salários, no entanto, é que os aumentos mais expressivos em relação a 2015 se referem aos salários de gerentes e heads do departamento. Os bancos de investimento também demonstraram maior volume no acréscimo salarial em relação aos bancos de varejo.

“Para os bancos, o mercado financeiro não deixou de ficar aquecido, tanto no mercado em si quanto no quesito de contratações. Apesar de não ser fácil superar as incertezas destes últimos anos, isso acaba sendo um desafio constante para todas as empresas. A área bancária busca profissionais com experiências consolidadas e vivência no mercado, mesmo sendo sempre difícil encontrar profissionais com fluência em outros idiomas, conhecimentos técnicos avançados e habilidades para posições ligadas a controles e regulamentações”, analisa Basaglia.

Digital

Há uma grande euforia com relação ao e-business. Em 2016, a Michael Page foi pioneira em criar uma área específica direcionada apenas em recrutar profissionais com expertise em Digital. A instabilidade econômica vivida pelo Brasil não foi impeditiva para que os progressos de negócios em plataformas online se desenvolvessem. Na realidade o cenário é o exato oposto: usar de meios digitais tem sido a principal estratégia de negócios ligados ao varejo para expansão do alcance de suas vendas, bem como uma segunda plataforma de vendas que pode funcionar de maneira mais direcionada ao público-alvo através de promoções ou divulgação direcionada.

“A procura por profissionais que atuam em projetos digitais e detêm a expertise para aplicar estas ferramentas e estratégias que estão em constante evolução cresceu 35% no primeiro semestre de 2016. A economia dos negócios digitais tende a crescer ainda mais, além ganhar parcela significativa no mercado brasileiro. O Brasil está no radar de empresas inovadoras direcionadas pela tecnologia e as companhias tradicionais têm buscado desenvolver com maior arrojo suas atuações nas plataformas digitais para manter seu market share, mesmo neste novo contexto competitivo”, conta o executivo.

Dos 53 cargos listados nessa divisão, é possível apontar alguns destaques. O salário de um Head de e-commerce em uma grande empresa, por exemplo, pode chegar a R$ 55 mil. Já um cientista de dados pode chegar a uma remuneração de R$ 45 mil numa companhia de grande porte.

Engenharia e Manufaturas

A área de engenharia é técnica e vem passando por diversas e importantes transformações. O mercado atual continua com uma carência de engenheiros especializados e com uma formação sólida para preencher posições no mercado de trabalho.

Os profissionais, em melhoria contínua, que são sempre desafiados a otimizar processos e trazer retornos, acabam ganhando destaque no cenário de crise brasileira. Com isso, notamos que profissionais com conhecimento técnico, especialização e certificações acabam levando vantagem na hora de arrumar um emprego no mercado atual.

“Ainda assim, com a formação analítica e ágil na linha de raciocínio, os engenheiros são requisitados para atender a posições relativas a vendas e planejamento estratégico, áreas que continuarão em alta para o ano que vem”, diz Ricardo Basaglia.

Nessa área não foi registrado nenhum aumento na média salarial. Dos cargos que apresentaram queda, destaque para gerente de qualidade com atuação no setor químico e petroquímico em empresa de grande porte. Os vencimentos médios desse profissional recuaram 9%, saindo de R$ 17,5 mil em 2015 para R$ 16 mil neste ano.

Jurídico

No quadro geral, o setor jurídico demonstrou em 2017 um cenário positivo quanto ao aumento de salários em relação ao último estudo realizado pela Michael Page. Isto porque o segmento tem se tornado cada vez mais um parceiro estratégico, fundamental para a viabilização de projetos e respaldo para as movimentações das empesas.

“Estamos cada vez mais próximos das companhias e no ano passado nos destacamos pela nossa agilidade, discrição, confidencialidade, por encontrar perfis complicados, pela revisão de quadros societários, entre outras coisas. Este ano, a área Legal está cada vez mais se movimentando de maneira intensa, principalmente em nossas especialidades. Bons exemplos são as demandas de Contencioso, Recuperação Judicial e Tributário”, explica Basaglia.

Da base consultada, a remuneração média que mais chamou a atenção no período foi a do diretor jurídico em companhia de grande porte, com incremento de 61% no período. Pulou da média de R$ 28 mil mensais há dois anos para R$ 45 mil neste ano.

Supply Chain

Avaliamos o segmento para analisar o setor e as variações de salários de um ano para cá. O cenário de 2017 está semelhante ao dos últimos anos, apenas com pequenas mudanças nos cargos de média gerência, principalmente nas indústrias, por causa das reduções de posições.

Este ano, as empresas não investiram em novos projetos, estão apenas finalizando aqueles que já iniciaram, afetando assim cargos de gerente de operações e de projetos.

“No segmento automotivo e metalúrgico percebemos grandes desafios. A redução drástica nas vendas e na produção de veículos provocou uma grande mudança nas estratégias das empresas dessas áreas. Um dos grandes desafios é encontrar profissionais qualificados e especializados para atuar na divisão de Supply Chain. O momento atual está exigindo uma maior integração com o negócio para otimizar o cenário”, retrata Basaglia.

Gerente de projetos e gerente de operações em companhias de pequeno e médio porte foram os cargos com maior redução média salarial no período, caindo de R$ 16,5 mil para R$ 13,5 mil.

TI

A área de tecnologia emprega atualmente cerca de 1,3 milhão de profissionais no Brasil. De acordo com a estimativa feita pela indústria de software e serviços, podemos afirmar que para os próximos quatro anos o país vai precisar de 750 mil profissionais para a área, dado que confirma grande movimentação no mercado de trabalho brasileiro. A área de tecnologia é cada vez mais estratégica, além de ser muito importante como suporte. Com isso, os profissionais precisam se qualificar e atualizar em cursos como pós-graduações, MBA e outros que lhes concedam uma visão estratégica dentro de sua empresa.

Como em todas as áreas, existem tendências de posições que tiveram incremento salarial devido à demanda atual, como segurança da informação, cientista de dados e inteligência de mercado, além das posições de especialistas em desenvolvimento web (IOS, Android) e algumas linguagens (Java, .Net e outras). Porém, o que diferencia os profissionais é o tempo de experiência, construção de cases de sucesso, idiomas e cursos complementares.

“As principais dicas e informações para profissionais que buscam desenvolver suas carreiras são desenvolver idiomas, incluir cursos que proporcionem uma visão mais estratégica em relação a tecnologia, proatividade em gerar cases de sucesso e resiliência para entender cenários negativos, alta capacidade de trabalhar em equipe e/ou gerir pessoas, auxiliar no desenvolvimento/coaching

da área dividindo conhecimento, habilidade de comunicação didática para ser um business partner junto às outras áreas, conhecimento de metodologias com SCRUM / AGILE e principalmente não terceirizar seu desenvolvimento, mas sim procurar sempre estar à frente se capacitando e se desenvolvendo”, relata o especialista.

A remuneração média de um gerente de vendas de software em empresa de grande porte passou de R$ 16 mil para R$ 20 mil. Um country manager de hardware de empresa de grande porte viu seus rendimentos médios saírem de R$ 32,5 mil para R$ 27,5 mil.

 

 



Fonte: Redação/Assessoria
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