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Empresas

OGX já produz, mas ainda apanha do mercado

06/06/2012 | 10h05
"Escaldado", depois de uma queda de 8,36% das ações na semana passada, o presidente da OGX, Paulo Mendonça tomou uma decisão. O prestigiado geólogo que ocupou a gerência-executiva de exploração da Petrobras e ajudou o empresário Eike Batista a construir a sua petroleira, diz agora que não dará mais detalhes sobre a produção da companhia - por enquanto.

A reação veio depois de uma entrevista na qual o executivo informou que está produzindo 8,5 mil barris por dia de petróleo no reservatório Waimea, na bacia de Campos, onde a companhia está conduzindo um teste de longa duração (TLD). Esse volume é cerca de 2 mil barris inferior à produção média no primeiro trimestre, e contraria expectativas do mercado que previa algo entre 10 mil e até 13 mil barris ao dia. E justificou a queda de 30 de maio.

"Prometo que agora só falo em produção depois de declarada a comercialidade e colocados os quatro poços produtores e dois injetores", disse o executivo, em uma sala de reuniões na OGX.

A empresa ainda está testando os níveis de pressão e vazão do óleo de Waimea para chegar a um nível ótimo que assegure os limites de produção do reservatório, sem injetar água, que ajuda o petróleo a fluir adicionando pressão. A plataforma OSX-1 será conectada a quatro poços produtores e dois injetores de água até 2013. Waimea já produziu 1,2 milhões de barris de óleo, comprados pela Shell.

A empresa tem US$ 3,6 bilhões em caixa, valor inferior à dívida de US$ 3,9 bilhões, segundo calculou a Fitch Ratings em um recente relatório. "Esse nível de dívida está mais alto do que o inicialmente previsto para 2012 pela companhia, embora ainda esteja dentro do cenário de caso base conservador da Fitch", diz a classificadora.

Mendonça disse que o dinheiro em caixa é suficiente para cumprir o amplo programa exploratório da companhia. Mas, em se tratando da petroleira de Eike Batista, um novo sócio ou alguma das empresas chinesas que já investiram US$ 15,3 bilhões no país, podem aparecer.

Criada em 2007, a OGX já fez quatro declarações de comercialidade. Além de dois campos de gás no Maranhão, aguarda a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovar a comercialidade de Waimea, que vai se chamar Tubarão Azul. Também declarou Waikiki, mais ao norte, que se chamará Tubarão Martelo e é, segundo Mendonça, o "melhor campo" descoberto até agora.

Em quase cinco anos de existência, a OGX já fez 24 descobertas de reservatórios nas bacia de Campos, quatro na bacia do Parnaíba, e sete descobertas na bacia Santos, incluindo no pré-sal em águas rasas onde encontrou um reservatório com 110 metros de hidrocarbonetos mas um "kick" durante a perfuração atrapalhou.

A companhia se notabilizou por informar suas previsões otimistas que, quando não confirmadas, levaram o mercado a puni-la. "No fundo [a OGX] apanha se fala e se não fala", constata. O primeiro castigo veio em abril do ano passado, quando divulgou um relatório de reservas calculadas pela certificadora DeGolyer and MacNaughton (D&M) com números menores do que a empresa estimava.

Este ano, outro susto, quando a empresa informou sua estimativa de reservas de 110 milhões de barris de óleo em Waimea. E que se tratava de um complexo de reservatórios com nomes de vulcões, e não de um único campo com 500 milhões a 900 milhões de barris, como projetava. "Quando descobrimos Waimea achamos que era um campo só. Mas eram vários. E declaramos o pequeno Waimea. Se isso é bom para nós ou é pior, eu não sei. Isso é um fato", diz.

Segundo Mendonça, as descobertas na bacia de Campos poderão ser ampliadas à medida que se verificar que os reservatórios são mais separados, ou não. Desde o início do ano passado até agora, as ações da OGX apresentam uma queda de 52,77%. Se for considerado o valor no dia do lançamento das ações na BM&F Bovespa, em junho de 2008, as ações ON caíram cerca de 13%.

Ela enfrenta as "dores" de crescer sob o escrutínio do mercado financeiro, ao contrário de outras companhias do setor formadas em outras países de maneira mais "orgânica", sem tanta exposição ao capital especulativo. "Quando se expõe o patrimônio ao mercado e ele comprou uma parte, você está exposto a que ele julgue, compre, venda e faça o que é melhor. É um termômetro, mas nos castiga muito", desabafa Mendonça.


Fonte: Valor Econômico
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