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Justiça

OGX admite possibilidade de recuperação judicial

13/09/2013 | 09h27

 

OGX admite possibilidade de recuperação judicial
O presidente da petroleira OGX, Luiz Eduardo Carneiro, admitiu ontem a possibilidade de a companhia entrar com pedido de recuperação judicial. Segundo ele, no entanto, a empresa ainda tem condições de reverter o grave quadro financeiro em que se encontra, com dívidas de US$ 3,6 bilhões com credores internacionais e o caixa debilitado.
"A recuperação judicial é uma possibilidade. Mas espero não entrar [com o pedido]", disse o executivo, depois da assembleia geral extraordinária (AGE) que o elegeu membro independente do conselho de administração da petroleira. "Ao final desse processo, teremos uma empresa saudável, sem dívida, com capacidade enorme para fazer parcerias e ter novos ativos", completou.
Carneiro explicou que a companhia tem "perspectivas positivas" com relação à renegociação da dívida com credores internacionais. Ele, no entanto, não quis arriscar um prazo para a que a negociação seja concluída.
"É a empresa [OGX] que está a frente desse processo. Ele foi montado em julho e coordenado por nós. Ele [Eike Batista] participa com seus advisors [ Angra Partners ] porque é o controlador e precisa estar de acordo", explicou Carneiro.
O executivo disse também que a companhia vai "oxigenar os ativos". A aposta está nos quatro blocos arrematados na 11ª Rodada que a companhia manteve, nos 40% de participação no bloco BS-4, na Bacia de Santos - considerado por Carneiro "o melhor ativo da empresa" - e a redução de duas para uma única sonda.
Ontem, o diretor de planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, afirmou que o interesse de investidores nos ativos das empresas do grupo X prova que "há sentido nos investimentos que estavam sendo feitos".
"Desde que começou a crise no grupo, repetimos que o importante era a qualidade nos investimentos que estavam sendo feitos. Há um movimento importante de novos investimentos no país, assumindo compromissos que o grupo X tinha", disse Ferraz, em evento no Rio de Janeiro.
O diretor afirmou que o banco tratou as empresas do grupo da mesma forma que trataria companhias do mesmo gênero, pré-operacionais. Quando questionado sobre o motivo de o grande volume de desembolsos que o BNDES fez ao grupo X exigindo fiança bancária, Ferraz disse que "o grupo não foi tratado com exceção".
Além de Carneiro, foram eleitos como membros independentes do conselho de administração da OGX Julio Klein Junior e Pedro Borba. As duas indicações, porém, foram problemáticas.
Acionistas minoritários entraram com pedido de impugnação da indicação de Klein Junior, alegando conflito de interesse, já que ele havia sido eleito no dia anterior para o conselho da coligada OSX, uma das principais fornecedoras da petroleira.
Já a indicação de Pedro Borba pegou os minoritários de surpresa. Ele foi indicado de última hora diante da impossibilidade de Leonardo Brunet assumir o cargo. Ainda não se sabe por que Brunet, que havia sido indicado pela Angra Partners, consultoria contratada para reestruturar o grupo EBX, não ficou com a vaga.
AGE foi marcada por protestos dos cerca de 20 minoritários participantes. Quando o secretário da AGE informou que havia água disponível para quem quisesse beber, um minoritário exclamou: "A gente não quer água. A gente quer petróleo. O petróleo que foi prometido".

O presidente da petroleira OGX, Luiz Eduardo Carneiro, admitiu ontem a possibilidade de a companhia entrar com pedido de recuperação judicial. Segundo ele, no entanto, a empresa ainda tem condições de reverter o grave quadro financeiro em que se encontra, com dívidas de US$ 3,6 bilhões com credores internacionais e o caixa debilitado.


"A recuperação judicial é uma possibilidade. Mas espero não entrar [com o pedido]", disse o executivo, depois da assembleia geral extraordinária (AGE) que o elegeu membro independente do conselho de administração da petroleira. "Ao final desse processo, teremos uma empresa saudável, sem dívida, com capacidade enorme para fazer parcerias e ter novos ativos", completou.


Carneiro explicou que a companhia tem "perspectivas positivas" com relação à renegociação da dívida com credores internacionais. Ele, no entanto, não quis arriscar um prazo para a que a negociação seja concluída.


"É a empresa [OGX] que está a frente desse processo. Ele foi montado em julho e coordenado por nós. Ele [Eike Batista] participa com seus advisors [ Angra Partners ] porque é o controlador e precisa estar de acordo", explicou Carneiro.


O executivo disse também que a companhia vai "oxigenar os ativos". A aposta está nos quatro blocos arrematados na 11ª Rodada que a companhia manteve, nos 40% de participação no bloco BS-4, na Bacia de Santos - considerado por Carneiro "o melhor ativo da empresa" - e a redução de duas para uma única sonda.


Ontem, o diretor de planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, afirmou que o interesse de investidores nos ativos das empresas do grupo X prova que "há sentido nos investimentos que estavam sendo feitos".


"Desde que começou a crise no grupo, repetimos que o importante era a qualidade nos investimentos que estavam sendo feitos. Há um movimento importante de novos investimentos no país, assumindo compromissos que o grupo X tinha", disse Ferraz, em evento no Rio de Janeiro.


O diretor afirmou que o banco tratou as empresas do grupo da mesma forma que trataria companhias do mesmo gênero, pré-operacionais. Quando questionado sobre o motivo de o grande volume de desembolsos que o BNDES fez ao grupo X exigindo fiança bancária, Ferraz disse que "o grupo não foi tratado com exceção".


Além de Carneiro, foram eleitos como membros independentes do conselho de administração da OGX Julio Klein Junior e Pedro Borba. As duas indicações, porém, foram problemáticas.


Acionistas minoritários entraram com pedido de impugnação da indicação de Klein Junior, alegando conflito de interesse, já que ele havia sido eleito no dia anterior para o conselho da coligada OSX, uma das principais fornecedoras da petroleira.


Já a indicação de Pedro Borba pegou os minoritários de surpresa. Ele foi indicado de última hora diante da impossibilidade de Leonardo Brunet assumir o cargo. Ainda não se sabe por que Brunet, que havia sido indicado pela Angra Partners, consultoria contratada para reestruturar o grupo EBX, não ficou com a vaga.


AGE foi marcada por protestos dos cerca de 20 minoritários participantes. Quando o secretário da AGE informou que havia água disponível para quem quisesse beber, um minoritário exclamou: "A gente não quer água. A gente quer petróleo. O petróleo que foi prometido".

 



Fonte: Valor Econômico
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