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Paralisação

Obras do Comperj continuam paradas após dez dias de greve dos trabalhadores

20/04/2012 | 16h56
As obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na região metropolitana de Itaboraí, estão praticamente paralisadas há 10 dias, quando começou a greve dos cerca de 14 mil operários que trabalham no local.

“A greve está geral, está tudo parado nas empreiteiras. Estão funcionando só a Petrobras e algumas coisas essenciais como o gerador e as bombas de sucção de água, para não dar problemas no patrimônio”, disse nesta sexta-feira (20) à 'Agência Brasil' o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Montagem, Manutenção e Mobiliário de São Gonçalo, Itaboraí e Região (Sindicom), Marcos Hartung.

Segundo ele, a categoria reivindica reajuste salarial de 12% e vale alimentação mensal de R$ 300. A proposta do sindicato de Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Sindemon) e do Nacional da Indústria na Construção Pesada (Sinicon) é de 9% de reajuste sobre o salário e R$ 280 para vale alimentação.

Os sindicatos patronais informaram, por meio nota, que continuam em campanha para esclarecer aos trabalhadores a última proposta apresentada - cujo aumento salarial, segundo eles, representa 60% a mais que a inflação anual.

"Para a função de ajudante, por exemplo, que tem o menor piso no Comperj, e hoje representa grande parte dos empregados, está sendo oferecido aumento de 12,99% [mais do que os 12% reivindicados]. O salário passaria de R$ 833,80 para R$ 942,19", segundo a nota do Sindemon e do Sinicon.

Entre os itens apresentados pelos trabalhadores na pauta de reivindicações, em assembleia realizada na quinta-feira (19) com os sindicatos patronais, estão o pagamento dos dias paralisados, por causa das greves realizadas desde novembro do ano passado, e a folga de campo (viagem de três a cinco dias que os operários têm direito para visitar suas famílias). Os funcionários ainda pedem que os trabalhadores que vêm de outros estados fiquem em alojamento custeado pelas empresas - como determina a legislação -, o que, de acordo com o Sindicom, não ocorre.

"Tem muita gente que não está em alojamentos. Elas [as construtoras] chamam o pessoal para vir, depois falam que não chamaram. Vem gente do Maranhão, da Bahia, de tudo quanto é canto do Brasil e ficam em repúblicas muito precárias, com um quarto só para o pessoal dormir", disse Hartung.

O representante dos trabalhadores ainda afirmou se os sindicatos patronais não aceitarem as reivindicações em uma nova assembleia que será realizada na próxima terça-feira (24), a categoria continuará a greve.

"A gente acredita que pode resolver todas as questões econômicas, mas se não resolver a questão dos dias parados, nós não vamos dar um sinal satisfatório em relação à greve", informou Hartung.


Fonte: Agência Brasil
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