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Energia Nuclear

Obras de Angra 3 devem recomeçar em fevereiro, informa Eletronuclear

18/01/2010 | 13h56
As obras de construção da usina nuclear Angra 3 devem começar no próximo mês. Para se confirmar a previsão, anunciada pelo assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães, é preciso apenas uma licença de construção da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem). O processo, segundo Guimarães, que deveria ter sido retomado em dezembro do ano passado, foi paralisado porque o Ministério Público Federal em Angra dos Reis entrou com uma ação civil pública contra a Cnen pedindo a anulação da licença parcial que já havia sido concedida pelo órgão no ano passado.
 

No texto da ação, o procurador da República Fernando Amorim Lavieri questiona a validade da licença parcial emitida, pois, segundo o processo, ainda que seja regulamentada por uma norma da Cnen, a licença viola a lei. O MP também afirma que a licença foi concedida sem a elaboração de um parecer técnico sobre o Relatório Preliminar de Análise de Segurança da usina.

 

“Temos toda a licença do Ibama e da prefeitura de Angra dos Reis. Temos também uma licença parcial da Cnem para fazer a impermeabilização do terreno e concreto de regularização, essa primeira fase já está quase pronta. O problema é que precisamos de uma autorização, chamada de licença de construção, para dar continuidade a uma segunda etapa e isso ainda não saiu”, afirmou o assistente da presidência da Eletronuclear, estatal responsável pela gestão de Angra 3. Ele participou dia 16, no Rio de Janeiro, do Seminário Nacional de Energia Nucelar.

 

Guimarães disse que o atraso no chamado marco zero adia a entrada em operação da usina. “Contamos 66 meses a partir do marco zero. Se fosse dezembro era até maio de 2015. Agora, sendo em fevereiro, joga [o prazo] para julho [de 2015]. O cronômetro ainda não foi disparado e isso implica atraso”, acrescentou.

 

Concebida inicialmente ainda na década de 70, a construção de Angra 3 foi suspensa dez anos depois por falta de recursos públicos e dúvidas sobre os riscos. No ano passado, ganhou um novo fôlego, quando o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou a retomada de seu desenvolvimento.



Fonte: Agência Brasil
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