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Estados Unidos

Obama quer cortar em 1/3 a importação de petróleo

31/03/2011 | 10h05
Numa resposta política aos recentes aumentos no preço da gasolina, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou ontem um plano para reduzir em um terço as importações de petróleo em pouco mais de uma década. O governo americano segue, porém, disposto a diversificar seus fornecedores de petróleo, comprando mais de países como o Brasil, apesar das críticas que Obama recebeu por aqui por ter oferecido apoio para desenvolver a produção no pré-sal.
 

A meta é que as importações de petróleo, que somaram 11 milhões de barris diários quando Obama foi eleito, em 2008, caiam em um terço até 2025, por meio da adoção de regras para ampliar a eficiência dos motores, incentivos para a exploração petróleo e gás em território americano e apoio ao desenvolvimento de novas fontes de energias limpas, como biocombustíveis e energia nuclear.
 

"Fixei esse objetivo sabendo que ainda teremos que importar algum petróleo", disse Obama, citando o México, o Canadá e o Brasil como países produtores que podem garantir segurança no acesso dessa fonte de energia. "Uma das razões porque fui lá [ao Brasil] foi conversar sobre energia."
 

O preço da gasolina nos EUA acompanha a cotação do petróleo nos mercados internacionais. A cada alta de dez dólares no barril, a gasolina fica 25 centavos de dólar mais cara. Desde o começo fevereiro, o preço subiu cerca de 15%, e em algumas lugares chegou perto do equivalente a R$ 1,80 por litro, os maiores valores desde 2008.
 

Os combustíveis são o segundo item mais importante no gasto das famílias. Quando o preço sobe muito, costuma afetar a confiança dos consumidores, cuja recuperação é considerada fundamental para a retomada da economia americana. A confiança dos americanos na economia, por outro lado, é um dos indicadores que mais afetam a popularidade de Obama, que disputa a reeleição em 2012.
 

O presidente decidiu dar prioridade ao tema energia depois de sofrer ataques do partido de oposição republicano pelo alto preço da gasolina. Anteontem, funcionários da Casa Branca disseram que, depois de se dedicar no começo da semana aos conflitos na Líbia, nos próximos dias os esforços de comunicação da equipe de Obama serão dirigidos ao seu plano para garantir segurança energética.
 

Na visita ao Brasil, Obama declarou a intenção de apoiar a produção de petróleo do pré-sal e se disse disposto a, no futuro, tornar-se um cliente do país. Desde então, republicanos e a indústria americana de petróleo passaram a acusar Obama de apoiar a criação de empregos no Brasil enquanto bloqueia a produção em alto mar no Golfo do México. O governo americano adotou normas mais rígidas e brecou concessões depois de um grave vazamento da BP na região.
 

Ontem, em resposta ao plano de segurança energética anunciado por Obama, os republicanos voltaram à carga. "Claro, [para Obama] é OK o Brasil seguir adiante [com exploração em águas profundas]", ironizou o presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner. "Vimos os empregos americanos deixarem o Golfo do México e seguirem para o Brasil, recentemente ovacionado pelo presidente", disse o deputado John Culberson.
 
 
Em entrevista na Casa Branca, o secretário de Energia, Steven Chu, foi questionado se não há contradição em o governo querer reduzir a dependência de petróleo depois de ter dito que quer ser um cliente do produto brasileiro. "Acho que o presidente estava sobretudo falando sobre parcerias com o Brasil para o desenvolvimento de seus recursos petrolíferos", disse Chu. "As companhias americanas têm muita experiência em perfurar poços, especialmente no fundo do mar."
 

Pelo plano anunciado por Obama, cerca de metade da redução das importações de petróleo deverá vir da queda do consumo, e metade da extração de petróleo e desenvolvimento de outras alternativas energéticas dentro dos EUA. Vários analistas acusaram o governo de requentar medidas já anunciadas e se disseram céticos quanto às chances de cumprir essa meta.
 

Obama disse que irá reduzir o prazo de concessão de blocos de petróleo, numa tentativa de fazer a indústria acelerar a exploração das áreas licitadas. Relatório feito pelo governo mostra que de 60% a 70% dos blocos sob concessão estão inativos. Obama também defendeu o uso de energia nuclear como fonte de energia limpa, apesar do recente acidente numa usina no Japão, e anunciou que adotará limites mais rigorosos para reduzir emissões de carros e caminhões.


Fonte: Valor Econômico
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