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Artigo Exclusivo

O que esperar do mercado de trabalho no futuro próximo? por Alessandra Simões

10/08/2016 | 11h07
O que esperar do mercado de trabalho no futuro próximo? por Alessandra Simões
Divulgação Divulgação

A primeira boa notícia é que o humor do mercado de óleo de gás mudou e mudou para melhor! Ainda não estamos vivendo o otimismo dos anos passados mas também não estamos nem no pessimismo nem na inércia de até poucos meses atrás. Ainda cauteloso, o mercado de Petróleo e Gás já começa a dar sinais de que os bons ventos voltaram a soprar.

A maioria dos executivos do setor acreditava na retomada do mercado. A principal questão para eles era quando isso iria acontecer. Por conta dessa incerteza, as empresas enxugaram suas estruturas ao máximo, cortaram custos, otimizaram processos, diminuíram o número de funcionários e acabaram abrindo mão de muitos talentos.

Nesse cenário de incerteza e necessidade de cortes de custo significativos, as empresas sofreram mudanças, por muitas vezes drásticas, em sua estrutura organizacional. Até 2015 foram feitos provavelmente os cortes mais duros no setor de petróleo. Há dados que indicam um número de demissões da ordem de 200.000 profissionais.

Em 2016, a fotografia mudou, as demissões em massa praticamente cessaram e se percebeu um movimento mais direcionado à realização de ajustes nas estruturas do que para a implementação de grandes mudanças de tamanho.

Aquelas empresas muito direcionadas pelo custo e eficiência começaram então a fazer o ajuste fino em suas estruturas organizacionais. Em outras palavras, ao invés de seguir reduzindo o headcount essas empresas passaram a se fazer perguntas como a seguinte: Será que minha área financeira, dado o meu headcount atual, tem os melhores perfis para o novo ciclo da organização?

Observando-se esses movimentos de ajuste nas empresas, verifica-se que novas oportunidades para o mercado de trabalho já começam a surgir com mais frequência. Esse ressurgimento da esperança e do fôlego do mercado, antevendo a retomada da indústria nos próximos 2 anos, encontra suas origens em fatores como o aumento do valor do barril, o desinvestimento da Petrobras e a possível mudança do marco regulatório.

Estima-se que apenas com o pré–sal o setor receberá um investimento na ordem de 400 bilhões de reais. Tendo em vista os últimos períodos, isso é música para os ouvidos dos executivos, estejam eles empregados ou não. Projetos que estavam na gaveta há anos já começam a ser submetidos à uma nova avaliação que poderá ocasionar um recomeço. A engrenagem, mesmo que ainda timidamente, volta a girar e com ela um novo ciclo de oportunidades se inicia.

Com a auto estima do setor de petróleo em recuperação, as empresas reforçam a necessidade de entender quais competências restaram na estrutura organizacional e quais precisarão ser desenvolvidas ou repostas, para o próximo ciclo. Com os sucessivos cortes feitos, diretorias extintas e áreas inteiras dizimadas, a grande maioria das empresas não tem capacidade para incubar/desenvolver novos projetos somente com o seu quadro de funcionários. De forma a não perder nenhuma das oportunidades de negócio que esteja por vir, as empresas precisaram de ajuda, de novos colaboradores e, com isso, novas chances surgem para o mercado de trabalho.

Mesmo com apenas uma parte das mudanças prometidas para o setor de petróleo colocada em prática, o número de oportunidades de emprego para executivos já é maior, por exemplo, quando comparado com o mesmo período no ano passado. O telefone dos executivos que passou um bom tempo sem tocar, voltou a tocar para novos projetos, desafios interessantes e não apenas para projetos de reestruturação com foco em redução de custo e melhoria de eficiência.

Com otimismo em relação ao futuro e a dor recente da crise ainda presente, algumas empresas estão buscando alternativas para esse momento. O receio delas em aumentar o custo fixo, sem ter a certeza do aumento de caixa futuro, faz com que o papel de especialista/consultor contratado para um determinado projeto ou desafio volte a surgir com mais frequência que no passado.

Algumas mudanças são percebidas sobre os atuais processos seletivos. O processo está mais longo, mais criterioso, mais rigoroso, os salários mais restritos e a competição muito mais forte. Muitos executivos perguntam se hoje existe uma função mais procurada que outra. Não há nesse momento, tendência perceptível.

É provável que, em um futuro próximo, aumente a procura por um perfil de desenvolvimento de negócio. Esse executivo seria o futuro número um do empreendimento (que pode ser uma empresa ou um projeto).

Dito isso, como não se estrutura um novo empreendimento sozinho, é certo que novas demandas por todas as funções e perfis surgirão.

O ano de 2016 ainda está sendo um ano de arrumação de casa, de rever a estrutura organizacional e de cautela.

2017, com as promessas se tornando realidade, será um ano de ainda mais otimismo e por consequência veremos uma oferta de empregos igualmente rigorosa porém mais numerosa.

 

Sobre a autora: Alessandra Simões é sócia da Uphill Executive Search.

 

 



Fonte: Alessandra Simões
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