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Posse

O IBP tem novo presidente

30/03/2015 | 19h11
O IBP tem novo presidente
TN Petróleo TN Petróleo

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis tem novo presidente. Jorge Camargo assume na próxima quarta-feira (1/4), o cargo que foi ocupado por João Carlos de Lucca nos últimos 14 anos. Camargo é conselheiro da Prumo Logística e ex-presidente da Statoil do Brasil. Em entrevista coletiva realizada hoje (30/3), na sede do instituto, ele afirmou que espera maior diálogo com o governo para aprimorar aspectos regulatórios, como os critérios de conteúdo local. Apesar da crise que se abate sobre o setor, o novo presidente está otimista. Ele disse que a indústria de petróleo e gás passa por um novo ciclo, desencadeado pela operação Lava Jato, onde as cotações internacionais se situam em novo patamar, o que vai exigir maior urgência em relação a mudanças na regulação. 

"O momento em que nos encontramos traz um desafio extraordinário de reconciliar a indústria brasileira com governo e todos os participantes. Superação da crise se faz mais rapidamente com alianças, compromissos", disse ele. 

Camargo defende a retirada da garantia de conteúdo local da pontuação de empresas que participam de leilões de concessão e exploração. Na opinião do executivo, o novo cenário requer "menos burocracia e mais simplicidade" na lista de exigências do governo. 

"Estamos discutindo os princípios com o governo, simplicidade, maior foco e racionalidade maior às nossas políticas. Modelos que tinham lógica em um momento, precisam ser revistos quando ocorrem mudanças", enfatizou, acrescentando que sem alterações nos atuais critérios, poderá haver um clima de incerteza que não é saudável para a indústria.

Ele também ressaltou a necessidade de um calendário de licitações regulares, com critérios discutidos pelo setor, além de maior integração do governo na gestão de licenciamentos ambientais.

"A 11ª Rodada foi em 2013, e até hoje não conseguimos o licenciamento de sísmicas, o primeiro item da  exploração", exemplificou, chamando atenção para o fato de que "se isso está ocorrendo, é porque algo está errado".

O novo presidente do IBP ressaltou que o setor representa 13% do PIB nacional, e que as descobertas de óleo e gás na última década conferem ao Brasil uma "robustez econômica fabulosa". 
 
"É o momento de construir soluções para sair dessa situação. Nossa proposta é de crescimento, que não pede desonerações nem subsídios. O que propomos é que a competitividade e racionalidade que temos sob superfície sejam mantidas e não prejudicadas por favores acima da superfície", completou.

Despedida
Ao falar sobre sua saída do cargo, João Carlos De Lucca fez um breve balanço da indústria nos últimos anos e falou sobre os desafios de manter o Brasil atraente para os investidores.

"Todos os governos estão avançando na flexibilização de suas regulações. México e Colômbia, entre eles", citou, afirmando que o Brasil também precisa se adequar aos novos tempos.

De Lucca lembrou que a indústria local partiu de uma faixa de US$ 1 bilhão em investimento na década de 90, para US$ 40 bilhões nos últimos anos. Porém, por mais que a indústria local tenha crescido, não consegue atender à demanda.

"Somente um grande acordo poderá gerar critérios realistas de conteúdo local", garante.

Em relação à crise, ele foi enfático:

"Vamos continuar construindo FPSOs. Pode não ser 10 ou 15, mas vamos continuar. Temos que ver quais empresas permanecerão no setor, mas de qualquer modo, vamos continuar. Temos a obrigação de ser os melhores do mundo", afirmou.



Fonte: Redação TN
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