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Combustíveis

O Brasil tem biodiesel de sobra, garante empresário

13/01/2005 | 00h00

O Brasil tem biodiesel para dar e vender, segundo o argumento do presidente do grupo Biobras, José Luiz Cerboni de Toledo. O executivo nem entende a possibilidade de veto do governo à obrigatoriedade da mistura de 5% de biodiesel ao diesel de petróleo em 2013 e acredita que essa exigência poderia, inclusive, ser antecipada para 2008 ou 2009. "Só o nosso grupo terá capacidade de atender a 12% da necessidade de biodiesel no país até o final do ano", antecipa o Toledo.
Para o executivo, a obrigatoriedade tem o poder de fomentar a cadeia produtiva de biodiesel por evitar discussões de preços e negociações que, ao final, reduzem a produção. Por outro lado, se a distribuidora for obrigada a comprar, a refinaria será obrigada a ter o produto e vai exigir mais do produtor da oleaginosa, que segundo Toledo tem condições de atender a esta exigência.
"Há uma ociosidade enorme na agricultura familiar, o produtor colhe uma safra de milho e depois, na entresafra, quer plantar milho outra vez porque é garantido pelo governo, mas a produção não vinga. A oleaginosa, no entanto, se encaixa neste período e aumenta a renda do agricultor sem impedir que ele plante milho no período seguinte", explica Toledo, que acrescenta: "o programa do biodiesel, tal como foi desenhado pelo governo, com a redução de impostos para beneficiar os produtores familiares, é um projeto grandioso de distribuição de renda com dignidade, de fazer o pobre trabalhar e ganhar dinheiro."   
As perspectivas de Toledo para o mercado de biocombustíveis são otimistas. Segundo ele, "vai sobrar biodiesel no Brasil e provavelmente haverá uma bomba nos postos de 100% de biodiesel e o consumidor poderá fazer a mistura no percentual que quiser."
Segundo os cálculos do empresário, o Brasil consome 800 milhões de litros de diesel por ano e a Biobras tem capacidade instalada para produzir 65 milhões de litros por ano e está em processo de ampliação para chegar a julho de 2005 com possibilidade de produzir 95 milhões de litros. "Estamos negociando contratos de 10 anos com Petrobras, Ipiranga, Shell e Ale, com possibilidade de aumento na produção em 50 milhões de litros anuais e a instalação de três refinarias por ano", planeja o executivo.
Quanto a sugestão dos empresários para retirar o biodiesel do controle da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Toledo discorda. Ele acredita que é necessária a fiscalização da ANP na mistura do biodiesel, a exemplo do que ocorre com o álcool na gasolina.
O que o empresário propõe, entretanto, é a distribuição de biodiesel e de álcool diretamente aos postos de abastecimento e com o reconhecimento da marca do produtor. "Desta forma, se o consumidor acredita que o biodiesel ou o álcool colocado no seu carro é de má qualidade, ele sabe qual foi a empresa que forneceu aquele produto e sabe onde pode reclamar", sugere.
Toledo também critica o artigo da Medida Provisória que permite ao Poder Executivo alterar as alíquotas de redução de impostos sem a necessidade de passar pela aprovação do legislativo. "Isso pode desestimular os investimentos porque com este artigo, o presidente Lula pode acordar amanhã, achar que deve alterar a alíquota e o empresário que investiu acreditado em um benefício poderá ser prejudicado", justifica.



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