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Internacional

Novo presidente mundial da Repsol vê Brasil como uma das prioridades

28/10/2004 | 00h00

A matriz espanhola da petroleira Repsol tem novo presidente desde a última quarta-feira (28/10), mas a avaliação nos corredores da subsidiária brasileira é de que a mudança em nada afetará, pelo menos a curto prazo, os planos para o Brasil. O executivo Antonio Brufau, atual presidente da Gas Natural de España, teve seu nome aprovado pelo conselho administrativo da Repsol para substituir Alfonso Cortina, que exerceu a presidência nos últimos oito anos, período no qual a companhia triplicou seu lucro, quintuplicou o faturamento e tomou decisões fundamentais para o futuro, como a aquisição da petroleira argentina YPF.
A companhia espanhola, que definiu o Brasil como uma das prioridades em seu último planejamento estratégico, mantém grande expectativa com o país para o próximo ano. Segundo uma fonte do grupo, será em 2005 que a companhia começará efetivamente a colher os primeiros resultados de grande porte dos investimentos já feitos em território brasileiro.
Além de começar a produzir óleo com a Petrobras no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos - com a entrada em produção da plataforma P-50 -, a empresa também concluirá a ampliação, também com a Petrobras, da refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, que demandou investimentos de US$ 900 milhões. Desse total, US$ 270 milhões serão desembolsados pela companhia espanhola, que opera a refinaria em parceria com a Petrobras. Em Albacora Leste, que é operado pela Petrobras, a empresa detém 10% de participação.
A traqüilidade quanto às mudanças em curso decorre não só da perspectiva de começar a faturar alto no Brasil em 2005, mas também do fato de que Brufau, que foi conselheiro da Repsol por oito anos, foi um dos responsáveis por sua aprovação. Em uma das primeiras declarações na Espanha, já como novo presidente da companhia, o executivo afirmou que pretende, em sua gestão, manter os compromissos e estratégias previstos no planejamento estratégico.
Além de conselheiro da Repsol, Brufau exerceu por sete anos a presidência da Gas Natural, empresa que tem a Repsol como um dos acionistas juntamente com o banco La Caixa e que, no Brasil, controla a distribuidora de gás fluminense CEG/CEG-Rio. "Ele é um executivo da própria empresa, e que já conhece o Brasil, além das estratégias e planos para o país. Por isso não deverá promover grandes mudanças, pelo menos a curto prazo", afirma uma fonte da empresa.
Segundo uma nota oficial emitida pela Repsol, a substituição obedece a uma solicitação do governo espanhol, desde março presidido pelo socialista José Luis Rodríguez Zapatero. Privatizada na década de 1990, a Repsol ainda tem o governo como um acionista que, embora minoritário, mantém uma golden share que lhe confere algumas prerrogativas, como a indicação do presidente da companhia e o poder de veto sobre decisões que supostamente contrariem o interesse nacional.
Por ser ligado ao ex-primeiro ministro Jose Maria Aznar, derrotado por Zapatero nas eleições de março, Cortina, segundo interlocutores da própria Repsol, já sabia que estava com os dias contados na presidência. Apesar do desfecho, ele será homenageado pelo conselho da companhia, que decidiu rebatizar o Centro de Tecnologia da Repsol, em Móstoles (próximo a Madri), com o seu nome - Centro de Tecnologia Alfonso Cortina. O executivo também presidirá a Fundação Repsol.
Diferente de Cortina, um executivo que sempre exerceu de forma fleumática a presidência da companhia, Brufau, segundo pessoas que o conhecem, deverá conferir seu estilo pessoal à gestão da petroleira espanhola. "Ele é do tipo que gosta de acompanhar de perto cada passo, e até mesmo participar, da gestão da empresa. Para ele, o fato de ser presidente não o exclui do processo executivo, muito pelo contrário", afirma uma pessoa que mantém contato até hoje com ele.
Com relação à direção atual da Repsol do Brasil, conduzida pelo presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás Natural, João Carlos França de Luca, essa mesma fonte informou não haver qualquer obstáculo para sua permanência no comando da subsidiária brasileira da empresa. Isso porque o executivo Ramon Blanco, segundo o próprio Brufau, permanecerá como o número dois na cadeia de comando da Repsol mundial. Foi Blanco o responsável pela atual condição de De Luca para a presidência da subsidiária brasileira da companhia.



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