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Petroquímica

Novo pólo do Rio busca investidores

06/07/2006 | 00h00

A Petrobras, o grupo Ultra e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão em busca de um ou mais parceiros para dividir o pesado investimento de US$ 6,5 bilhões (quase R$ 15 bilhões) para a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o primeiro do país que vai gerar matéria-prima (eteno) diretamente do refino de petróleo do tipo pesado. Mas, ante a urgência e certos da rentabilidade do projeto, Petrobras e Ultra decidiram iniciar os investimentos sozinhos, disse ao Valor o novo presidente da Petroquisa, o braço petroquímico da Petrobras, José Lima de Andrade Neto.

"Queremos mais sócios e estamos conversando com potenciais parceiros, mas podemos também estruturar o projeto para começar com a formação de hoje. Os parceiros que chegarem depois irão cobrir parte dos investimentos já feitos na proporção das suas participações", disse Andrade. Ele acaba de deixar a gerência-executiva de Novos Projetos da estatal para assumir o comando da Petroquisa, área que divide com a produção de petróleo e gás e o refino as prioridades do novo plano estratégico da Petrobras para 2007-2011. Substituiu Maria das Graças Foster, guindada para o comando da BR Distribuidora.

Os investimentos da estatal previstos para o setor petroquímico passaram de US$ 2,3 bilhões no plano 2006-2010 para US$ 3,3 bilhões na nova versão. A prioridade absoluta dos aportes é o complexo do Rio, que tem como instalação principal uma refinaria petroquímica de óleos pesados com capacidade para processar 150 mil barris por dia. Apesar disso, o início das obras do complexo sofreu atraso de um ano: os sócios mudaram de 2011 para 2012 o prazo para inauguração do empreendimento.

O arranjo societário entre Petrobras, Ultra e BNDES ainda não está definido. A expectativa é de que o banco tenha uma participação menor - de 15% a 20% - e atue como um suporte financeiro, como fez no caso da Rio Polímeros, petroquímica a gás inaugurada no Rio em 2005, na qual dividiu ao meio com a própria Petrobras um terço do investimento de US$ 1,2 bilhão. Tem 17,5%.

Mesmo com a sociedade em formação, Andrade disse que até o fim de agosto o projeto básico estará pronto e será iniciada a fase de detalhamento. É quando espera que sejam feitas as primeiras contratações de equipamentos.

A parte petroquímica do projeto está desenhada para uma capacidade de 1,3 milhão de toneladas de eteno por ano; 900 mil de propeno; 360 mil de benzeno e 700 mil de paraxileno (produtos de primeira geração), além de óleo diesel, coque e nafta.

A área onde será construído o complexo, uma região de fazendas no município de Itaboraí, região metropolitana do Rio, já foi declarada de utilidade pública para efeito de desapropriação. Petrobras e Ultra vão começar as negociações de compra com os proprietários. O valor de US$ 6,5 bilhões corresponde ao maior projeto industrial em andamento no país e diz respeito apenas às etapa um e dois da cadeia petroquímica. Com a terceira geração - transformação de resinas em peças e artefatos de plástico -, o total investido pode chegar a US$ 10 bilhões.

Andrade disse ainda que o fracasso da operação para exercer a opção que permitia à Petrobras elevar de 10% para 30% sua participação no capital da Braskem, a maior petroquímica privada do país, não encerrou as negociações com esse objetivo. A principal razão disso foi o impasse criado pela oposição do governo federal e de vários segmentos da sociedade gaúcha sobre a troca de sua participação na Copesul, central petroquímica do Rio Grande do Sul, por ações da Braskem.

"Naquele momento, realmente, as condições levaram a Petrobras, pelos motivos que já foram explicados à sociedade, a não aceitar o exercício daquela opção, mas isso não quer dizer que as portas estejam fechadas, pelo contrário", disse o executivo.

Segundo Andrade, o setor petroquímico brasileiro continua "em transição" e que isso significa conversações permanentes na busca de soluções que permitam às empresas ganhar escala para entrar na competição global em condições de igualdade.

O presidente da Petroquisa ressaltou que as conversas não são apenas com a Braskem, mas com todos os demais "players" do setor - Unipar, Suzano, Ipiranga e o próprio Ultra, entre as nacionais, além de empresas estrangeiras, como a Dow Chemical. "Em um setor em transição as conversações são permanentes. É o caso da petroquímica brasileira", resumiu Andrade, sem detalhar sobre o que vem sendo discutido.



Fonte: Valor Econômico
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