acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Paraná

Novo governo vai rever investimentos da Copel

04/11/2010 | 09h59
Durante a campanha política, o futuro governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), teve trabalho para combater as acusações de ser privatista e, em especial, de ter sido favorável, no passado, à privatização da estatal de energia Copel.
 

No mês em que ele foi eleito, os papéis da companhia tiveram valorização de 7,3% na Bolsa de Valores de São Paulo (a variação do Ibovespa no período foi de 1,8%) e atingiram o maior preço de sua história, R$ 41,30, no dia 13 de outubro.
 

Até então, o tucano havia dito apenas que planejava "manter públicas e fortes" as estatais paranaenses. Agora, vai além. "Estamos preocupados com os últimos investimentos feitos pela Copel. São caros e têm retorno baixo", disse.
 

Em junho, a Copel arrematou a concessão de uma linha de transmissão e uma subestação no interior de São Paulo, que demandarão investimentos de R$ 270 milhões. No mesmo mês, ganhou leilão para construção da usina Colíder, no Mato Grosso, que terá potência de 300 megawatts, deve custar R$ 1,3 bilhão e tem inauguração prevista para 2014.
 

Richa adiantou que sua equipe vai analisar esses contratos. "Muitos copelianos me procuraram para falar da preocupação com esses investimentos", contou. A principal dúvida, segundo ele, é em relação à usina. Questionado se a intenção é continuar a investir em outros Estados, o governador eleito não descartou a possibilidade, mas reforçou que só fará isso "se for vantajoso". "Onde houver irregularidade, vou investigar minuciosamente", disse.
 

O governador Roberto Requião (PMDB), que assumiu em 2003 e cumpriu dois mandatos, também iniciou a administração revisando contratos que considerava prejudiciais à Copel. Depois, deu início a uma política de descontos nas tarifas para os consumidores que pagavam as contas de luz em dia. Seu estilo de administração das estatais, com intervenções em tarifas e investimentos, fez surgir no mercado o chamado "risco Requião" e os papéis da Copel foram impactados por isso.
 

A reação dos preços das ações já vinha acontecendo nos últimos meses, antecipando a saída de Requião. Com o atual governador, Orlando Pessuti (PMDB), algumas coisas mudaram: acabaram os descontos nas contas e foram feitos investimentos fora do Paraná.
 

O mercado está agora na expectativa do que virá com Richa. "O governo do PSDB deve interferir menos na empresa e pode tirar algumas amarras, como a necessidade de a empresa ser majoritária em empreendimentos", opina Filipe Acioli, analista da Ágora Corretora.
 

Sérgio Tamashiro, do Banco Safra, diz que o mercado já incorporou a saída de Requião e reforça que com Richa são esperadas mais mudanças, entre elas a implementação de uma política de dividendos mais agressiva.
 

Richa encarou a valorização das ações como uma espécie de boas-vindas. Sua assessoria divulgou nota em que credita à sua eleição o aumento no preço dos papéis em outubro e ele próprio citou essa valorização ao falar da companhia. Questionado sobre quem deve ser o novo presidente da Copel, o tucano disse que ainda não foi decidido.
 
 
Alguns discursos feitos por ele nos últimos meses dão pistas de quais serão as metas. "Vamos promover um choque de gestão, colocando profissionais para que nossas empresas voltem a ser referência e orgulho dos paranaenses", disse. "Há oito anos a Copel estava entre as empresas mais valorizadas do setor elétrico. E a Cemig, de Minas Gerais, tinha apenas 40% do valor da Copel. Hoje, essa proporção se inverteu."
 

O governador eleito não esconde a intenção de copiar modelos adotados em Minas por seu colega de partido, Aécio Neves, como fez quando era prefeito de Curitiba e implantou metas para a equipe.
 

Atualmente, a Cemig tem patrimônio de R$ 11 bilhões, não muito distante dos R$ 9,2 bilhões da Copel, mas seu valor na bolsa está por volta de R$ 18 bilhões, bem superior aos R$ 10,3 bilhões da estatal paranaense.
 

O economista Ronald Thadeu Ravedutti, que está há seis meses no comando da Copel, aposta que não deve haver grandes mudanças nos rumos da companhia. "Pode haver uma correção aqui e ali", diz. Segundo ele, a valorização das ações não tem a ver com eleições, mas com o que passou a ser feito com a saída de Requião. Sobre a preocupação com investimentos recentes, o executivo é direto: "Estão dando informações erradas para o governador eleito". E completa: "A escolha é deixar o dinheiro no banco ou investir em geração de energia". Ravedutti planeja participar de mais leilões de usinas em dezembro. A Copel tem caixa de cerca de R$ 1,4 bilhão.


Fonte: Valor Econômico
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar