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Japão

Novo cenário afeta preço de minério de ferro

16/03/2011 | 09h18
O desastre do Japão começa a espalhar pânico nos mercados de commodities minerais e metálicas e já trouxe um forte impacto sobre os preços do minério de ferro. O preço do spot na China, que chegou a US$ 194 a tonelada um mês atrás, e vinha caindo gradualmente dada a política restritiva do governo chinês para baixar a inflação, recuou ontem para US$ 165 a tonelada, ante os US$ 168 do dia anterior, e arrisca chegar ao piso de US$ 150 nos próximos dois meses, caso o destino do minério embarcado para as usinas japonesas seja o mercado livre chinês que ficaria superofertado, preveem analistas do setor de mineração e siderurgia de bancos.
 

Se esse cenário ocorrer, o preço do minério para o terceiro trimestre do ano poderá sofrer redução entre 8% a 10% ante o preço do segundo trimestre, que subiu 20% na comparação com o do primeiro trimestre. A tonelada do produto no segundo trimestre está na faixa de US$ 179 (IODEX/Vale sem desconto), podendo cair para a casa dos US$ 160. O IODEX, a fórmula do cálculo do preço trimestral do minério da Vale, leva em conta a média do spot no período anterior (no caso, março, abril e maio).
 

"Não vai ser uma redução muito grande, mas este reajuste trás embutido muito mais pânico do que a situação real do mercado", disseram os analistas, que preferiram ficar no anonimato.
 

A Vale vende para o Japão 2,5 milhões de toneladas de minério de ferro por mês. O maior volume vai para as siderúrgicas Nippon Steel e JFE, depois Sumitomo, Kobe e Nishin, com as quais tem contrato de longo prazo. Até agora não houve reprogramação de embarques da mineradora para os clientes japoneses, pois as siderúrgicas locais ainda estão avaliando os prejuízos nas suas operações após os tremores. Será preciso aguardar alguns dias para a Vale saber qual o impacto da catástrofe sobre os programas de entrega de minério às usinas nipônicas.
 

Os maiores problemas do Japão até agora, segundo uma fonte do setor de mineração, estão relacionados a fornecimento de energia (incluindo o risco nuclear), portos e estradas. Pelas informações que as mineradoras têm recebido, a maioria das plantas de aço estão retomando operações com alguma dificuldade. "Eles estão falando que dentro de três meses voltarão a operar, mas na prática ninguém sabe. A priori estão trabalhando para ficar tudo normal, mas a questão da energia é muito, muito séria. As siderúrgicas estão parando de funcionar e certamente haverá redução da demanda local por minério, cujo tamanho é desconhecido", comentam as fontes. "Está todo mundo perdido."
 

O Japão é um dos maiores consumidores mundiais de commodities. O país quase não tem recursos minerais nem metálicos. A ausência dos japoneses do mercado global de commodities pode gerar um efeito dominó de derrubada de preços de matérias primas.
 

A única exceção nesse universo é o aço. A retração da produção de aço local, da ordem de 110 milhões de toneladas anuais, pode elevar os preços dos produtos siderúrgicos, atualmente em queda por excesso de oferta no mundo.
 

Segundo dados de um relatório do Credit Suisse, intitulado "Trust in Japan's recovery", divulgado ontem, os japoneses importam entre 130 e 140 milhões de toneladas de minério de ferro por ano ou 13% do que é negociado no mercado transoceânico global.


Fonte: Valor Econômico
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