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Tecnologia

Nova unidade da Pirelli vai fabricar cabos STU

12/05/2005 | 00h00

Com a construção de uma nova unidade industrial em Vila Velha (ES), a Pirelli se antecipa à futura demanda do mercado de exploração e produção (E&P) offshore por cabos umbilicais mais resistentes e com menos emendas. A empresa será a primeira a produzir no Brasil os cabos umbilicais STU tubes, com tubos internos de aço. "O produto não é novidade no mundo, mas no Brasil não há nenhum fabricante", destaca o diretor geral para América do Sul, Mário Fernando Capalbo.
Além de um novo produto, a fábrica também será capaz de produzir lances de umbilicais mais longos. Em bobinas, o volume máximo será de 200 toneladas (T), o que corresponde a aproximadamente 3 km de cabo, dependendo da expessura (em média 15 cm de diâmetro). Passando deste volume, a unidade de Vila Velha terá uma plataforma giratória com capacidade de para até 800 T de cabo, cerca de 25 km de extensão.
As novas tecnologias e novos produtos estão diretamente ligados à tendência da Petrobras, a maior cliente da empresa, em procurar petróleo em águas cada vez mais profundas e em pontos mais distantes da costa, dentro do programa Procap 3000, no qual a empresa visa explorar e produzir em profundidades superiores a 3 mil metros.
"Conforme a Petrobras desenvolva projetos de E&P em campos mais profundos e mais distantes, mais ela precisará destes cabos. Os produtos atuais, de termoplásticos com trança de kevlar ao redor não suportam a pressão do mar a mais de 2.500 metros de profundidade e os materiais deturpam os sinais hidráulicos em longas distâncias, no caso dos cabos de controle", justifica Capalbo.
Na nova fábrica, o transporte das bobinas até a Unidade de Negócios da Petrobras no Espírito Santo (UN-ES) será feita por um guindaste, chamado de cábria, que iça a bobina na margem do canal em Vila Velha e descarrega na margem de Vitória. Os grandes cabos, com mais de 200 T são entregues diretamente ao navio que fará o lançamento no campo petrolífero. O navio precisa ter uma plataforma giratória similar a da Pirelli. O cabo é transferido de base giratória a outra, como se fossem dois gigantescos carretéis de linha.
Além destas facilidades, o diretor da Pirelli Energia no Brasil, Artur Paulo Farias, informa que a nova unidade terá custos operacionais menores também devido ao fato de ser uma fábrica dedicada a umbilicais, diferentemente da atual unidade de Santo André, que produz uma grande variedade de tipos de cabos.
A exportação é também uma das metas da nova fábrica, que deverá destinar 40% da produção ao mercado externo. Capalbo e Farias informam que o principal objetivo de exportação da Pirelli desde o Espírito Santo é a Costa Oeste Africana. Os outros 60% da produção da fábrica serão destinados ao Brasil, principalmente à Petrobras.
O investimento na nova unidade será de aproximadamente US$ 25 milhões e a expectativa de faturamento anual é de US$ 50 milhões. De acordo com o cronograma da Pirelli, a fábrica deverá ficar pronta em julho de 2006.
A Pirelli Energia Cabos e Sistemas tem faturamento anual no mundo superior a US$ 4 bilhões. A divisão representa 35% do grupo Pirelli, fabricante também de pneus. No Brasil, a Pirelli Energia representa apenas 20% do grupo Pirelli e fatura aproximadamente R$ 500 milhões anualmente. "Aqui a Pirelli pneus é grande", comenta Capalbo.
Além das unidade de Santo André, a Pirelli Energia ainda possui mais duas unidades fabris no Brasil, todas no estado de São Paulo: em Jacareí e Sorocaba.



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