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Refino

Nova proposta para Manguinhos

26/08/2005 | 00h00

Ministério de Minas e Energia sugere sistema de lucro zero, mas participação da Petrobras ainda é incerta

Manguinhos e Ipiranga estudam uma nova medida para salvar as contas das duas refinarias. A proposta que foi discutida ontem (25_08) no Ministério de Minas e Energia prevê que os custos da matéria-prima (o petróleo) e da produção sejam iguais às receitas, o chamado lucro zero. A idéia é que esse sistema permaneça em vigor até que as duas empresas voltem a ter estabilidade financeira.
A proposta, que está sendo analisada pelo Ministério de Minas e Energia, pela Casa Civil e pela Petrobras, deve ser anunciada nos próximos dias. O ministério já recebeu a planilha de custos da Ipiranga, faltando ainda os dados da Manguinhos, que devem ser entregues hoje.
- O objetivo é sair da crise. Aí quando as refinarias estiverem operando, terão folga para pensar na reestruturação - afirma o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Roberto Odilon Horta.
As duas refinarias empregam, juntas, 1,1 mil funcionários.
O governo rejeitou a proposta de que a Petrobras assumisse as duas empresas, por entender que seria uma sinalização ruim para o mercado estabelecer um monopólio absoluto da estatal, na contramão da abertura do mercado, nos últimos anos. A idéia é manter em funcionamento as duas refinarias privadas, que respondem por apenas 2% do mercado. Os prejuízos de ambas são resultado da escalada dos preços do petróleo no mercado internacional e da decisão da Petrobras de não repassar esta alta para os combustíveis no mercado interno.
O Ministério da Fazenda negou a proposta encaminha pelo Ministério de Minas e Energia de uso de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide, o chamado imposto dos combustíveis), alegando que não poderia usar esse mecanismo para salvar apenas duas empresas. Outra medida seria o uso da logística da Petrobras para exportação dos produtos das duas refinarias. Essa proposta foi rebatida pelas próprias refinarias. Segundo as empresas, não as livraria da crise.
O Ministério de Minas e Energia informou que não se pronunciará sobre o assunto até que seja fechado um acordo final. Falta acertar ainda a participação da Petrobras na proposta de lucro zero.
Manguinhos interrompeu a produção este mês e ameaça demitir seus 500 petroleiros. A Ipiranga vem diluindo as perdas por meio de operações contábeis.



Fonte: Jornal do Brasil
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