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Modelo energético

Nova meta agora pretende integrar setor elétrico com a área de gás

28/07/2004 | 00h00

O Secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, elogiou ontem o novo modelo do setor elétrico, ressaltando contudo a necessidade de garantir a estabilidade de regras para os investidores privados que vão operar no chamado "mercado livre", que segundo ele será "importante para tirar as ineficiências e desequilíbrios do ambiente regulado". Ele se refere ao ambiente do "pool", onde será comercializada a energia dos consumidores residenciais, comerciais e não os grandes consumidores.
Finalizada a regulamentação do novo modelo e com a publicação dos decretos, Levy disse que agora o governo precisa trabalhar na integração da eletricidade com o setor de gás natural. Segundo o secretário do Tesouro, o modelo anterior permitia geração de energia térmica a preços insustentáveis, citando especificamente tarifas de US$ 41 a 43 o MWh ressaltando em seguida que preços dessa magnitude não existem em nenhum país do mundo. "Isso é obviamente gravoso e insustentável. E temos que pensar em uma equação de gás em que ele esteja competindo com a hidreletricidade", afirmou o secretário do Tesouro.
Segundo Levy, o objetivo da modicidade tarifária perseguida no novo modelo "não é comprimir tarifas, mas fazer escolhas eficientes". Questionado sobre as dificuldades de reduzir o preço do gás importado devido às condições do acordo de compra negociado com a Bolívia _ que prevê variação do preço com base em uma cesta de petróleos, além das cláusulas de pagamento do gás e uso do gasoduto mesmo sem utilização, ele respondeu o seguinte : "A Bolívia não é um obstáculo para termos um setor de gás eficiente".
Na rara entrevista concedida no Rio, Levy também sugeriu que empresas com limitações para obter investimentos no BNDES, como as distribuidoras de gás que têm participação de governos estaduais e da Petrobras, devem ir ao mercado e lançar debêntures, para as quais não existem restrições do Banco Central. "A gente tem que se acostumar a ter acesso aos mercados. Senão vamos estar sempre dando voltas", enfatizou o secretário do Tesouro. Levy também informou que a Fazenda e o Ministério de Minas e Energia já chegaram a uma " convergência de idéias" quanto ao problema gerado pela diferença de preços da energia de geradores que compraram concessões no sistema antigo, quando valia o ágio mais alto, a ser embutido na tarifa, e o modelo atual, onde esse ágio iria encarecer a energia desses empreendimentos, já que a dedução do ágio tiraria a competitividade dos preços da energia leiloada no novo modelo.



Fonte: Valor Econômico
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