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Internacional

Noruega adiará parada de plataformas para segurar preços

17/05/2004 | 00h00
A estatal norueguesa Statoil poderá adiar a parada para manutenção de plataformas, prevista para agosto, para tentar minimizar os impactos da alta dos preços internacionais do petróleo, que abriram a semana batendo novo recorde histórico (US$ 41 o barril do WTI, em Nova York). O diretor geral do Ministério do Petróleo e Gás da Noruega, Bjarne Moe, justificou a medida como único instrumento disponível no país para mitigar os efeitos do que já é considerado por analistas como o terceiro choque do petróleo. Segundo Moe, a Noruega não dispõe, no momento, de capacidade ociosa que permita o aumento da produção de petróleo.
A Noruega mantém a condição, atualmente, de um dos principais produtores mundiais de fora do cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A expectativa do país, de acordo com o representante do governo norueguês, é fechar este ano com uma produção média de 2,9 milhões de barris por dia. Atualmente, revelou, a produção está em 3 milhões de barris diários, mas a tendência é de ampliação desse volume no próximo ano.
"Nós não temos capacidade ociosa. Não temos muito a fazer, apenas tentar manter a nossa produção diante deste cenário. Estamos na mesma situação de outros países", disse Moe, em referência às declarações de representantes da Opep, que admitiram pouca margem de manobra para ampliar a produção de petróleo dos países do cartel. Dessa forma, especialistas do setor avaliam que os preços internacionais, tanto do barril do tipo Brent quanto do WTI, deverão continuar a subir, embalados pela expansão do consumo na China e pelo recrudescimento dos conflitos no Iraque.
Atualmente, cerca de 45% da produção petrolífera da Noruega é destinada ao mercado exterior. Juntamente com a exportação de bacalhau, representa atualmente a principal fonte de receita do país. O problema é que especialistas do setor projetam uma tendência de declínio de sua produção a partir de 2008. Por isso, o governo norueguês começou a colocar em prática uma estratégia que prevê, além da expansão internacional das empresas do país, investimentos maciços em tecnologia de ponta, de modo a obter maior produtividade dos poços e redução dos custos de produção.
Por meio dos recursos provenientes do petróleo, o país constituiu um fundo de reservas cambiais que movimenta US$ 130 bilhões. Os recursos são investidos não só nos mercados mundiais de ações, mas também em fundos de commodities e de renda fixa, como papéis de dívida.

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