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Indústria Naval

Norskan Copacabana é um exemplo de confiança

23/04/2004 | 00h00

Durante o lançamento do Norskan Copacabana nesta quinta-feira (22/04), o presidente do Eisa, Manoel Ribeiro Gonçalves, lembrou a questão das garantias para a tomada de financiamento para assumir o contrato com a Transpetro. O executivo ressaltou: "foi preciso um grupo estrangeiro confiar em nós, inclusive colocar recursos próprios na construção de um navio, enquanto quem teria obrigação de fazê-lo não o fez."
O Norskan Copacabana, orçado em US$ 42 milhões, foi construído com recursos do próprio armador e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começa a liberar as parcelas de financiamento para a reposição do investimento no final de abril.
Segundo o vice-presidente do Eisa, Ronaldo Peryles, a questão das garantias tem que ser modificada ou haverá uma série de estaleiros com os mesmos problemas. A sugestão do executivo é que o risco não seja calculado a partir o valor total do bem, mas a partir de uma análise onde se configure qual parte é, efetivamente, responsabilidade do estaleiro. "Não faz sentido oferecermos a garantia completa porque somos um intermediário, o dinheiro do financiamento nem pára na nossa conta. Por exemplo, um Suezmax tem uma quantidade enorme de aço, mas nós só pegamos o dinheiro para comprar o material de uma siderúrgica. Que risco tem essa operação e porque nós é que devemos dar a garantia?", questiona.
Peryles desmente que o motivo de haver perdido a licitação da Transpetro também tenha relação com preço excessivo, mas acrescenta, no entanto, que a indústria não pode comparar os preços brasileiros com economias claramente subsidiadas como a coreana e a chinesa. "A diferença é tão grande que só a lista do material comprado na Europa resulta mais cara do que o barco pronto em Cingapura. É claro que tem alguma coisa errada nisso", conclui.
Atualmente, o Eisa tem 16 navios em carteira e operatividade garantida até 2006. Para o futuro, a empresa espera fechar novos contratos já em andamento e participar das próximas licitações da Transpetro.
O engenheiro Moacyr Guimarães Filho, que participou do lançamento representando o diretor da Marítima Petróleo e Engenharia, German Efromovich, considerou que não se pode pensar em recuperação da construção naval sem a participação da Petrobras. Segundo Guimarães, "o novo desenho que o BNDES está preparando permite crer em um cenário favorável, com encomendas e a abertura de milhares de empregos".
Momentos antes da cerimômia de lançamento, o navio escorregou da plataforma e o batismo, feito pela governadora Rosinha Matheus, acabou sendo à distância. Entretanto, segundo o empresário Lars Solstad, do grupo norueguês Solstad Offshore, representado no Brasil pela Norskan Offshore, este é um sinal de sorte. "Uma vez aconteceu na Noruega de um navio ir ao mar um dia antes do batismo e foi o navio mais sortudo da frota", comentou.



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