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Licitação

Nona Rodada da ANP será antecipada e incluirá Bacia de Campos

17/08/2006 | 00h00

Insatisfeito com a exclusão da Bacia de Campos da Oitava Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), marcada para novembro, o secretário de Energia, da Indústria Naval e do Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer, conseguiu do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o compromisso de que ela terá blocos exploratórios ofertados na próxima licitação, que deverá ser antecipada para o primeiro semestre do ano que vem.

 

Segundo Victer, em contato telefônico realizado ontem, Rondeau relatou que a decisão de não incluir a Bacia de Campos na Oitava Rodada, assim como de deixar de fora blocos nas bacias de Pernambuco e Paraíba, foi tomada por ato administrativo, sem aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

 

“O ministro reconheceu que a CNPE não havia aprovado (a exclusão) e assumiu o compromisso de antecipar a Nona Rodada para ainda no primeiro semestre do ano que vem, com a inclusão de Campos e outros blocos atraentes”, contou o secretário. De acordo com ele, isso sinaliza para o mercado um novo movimento de ascendência do setor de petróleo no Rio de Janeiro, mas Victer ressaltou que o compromisso assumido por Rondeau ainda precisa ser validado pelo CNPE.

 

O presidente da Devon Energy do Brasil, Murilo Marroquim de Souza, também criticou a exclusão de Campos e outras bacias atraentes da próxima rodada da ANP. “É ruim para o país a redução da oferta de blocos, pois isso atrasa o processo de exploração. Os prazos da indústria do petróleo são longos e o que está sendo licitado agora só vai contribuir para a produção do país daqui a oito ou dez anos”, avaliou. Segundo ele, a Devon ainda está avaliando e analisando os blocos ofertados para decidir se vai participar da Oitava Rodada.

 

Victer e Marroquim participaram hoje de cerimônia para assinatura de protocolo em que a Devon se compromete a contratar pelo menos US$ 300 milhões em obras, produtos e serviços no estado do Rio de Janeiro em seu projeto de desenvolvimento do Campo de Polvo, localizado na Bacia de Campos. Com investimentos totais estimados em US$ 600 milhões, o Campo de Polvo deverá produzir 50 mil barris de petróleo por dia a partir do segundo trimestre do ano que vem.

 

“Esse projeto é o início de uma nova onda de projetos no Brasil que serão desenvolvidos por companhias privadas. Isso é resultado daquelas primeiras licitações da ANP que estão entrando na fase de descoberta e desenvolvimento. O Brasil está colhendo os frutos da abertura feita no fim da década de 90”, disse Marroquim. Já Victer destacou o fato de que o projeto de Polvo será o primeiro inteiramente desenvolvido – desde a aquisição dos direitos de exploração até o início das operações - por uma companhia privada no país.



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