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Merchants

Negociação entre Petrobras e El Paso poderá terminar em tribunal de arbitragem

17/12/2004 | 00h00

A negociação entre Petrobras e El Paso sobre o contrato da Macaé Merchant poderá ser resolvida em uma corte de arbitragem. Segundo informou o diretor de gás e energia, Ildo Sauer, o conselho administrativo da estatal admite a possibilidade. O objetivo da Petrobras é estabelecer novas bases contratuais ainda este ano e acabar com o prejuízo de US$ 18 milhões mensais causado pela usina. Além da Macaé Merchant, a TermoCeará, do grupo MPX, também terá o contrato renegociado, assim como ocorreu com a Eletrobolt, que está sendo comprada pela estatal por US$ 162 milhões.
Apesar dos prejuízos sistemáticos com as merchants, Sauer anunciou que a área de gás e energia da Petrobras obteve em 2004 o primeiro lucro desde que foi criada no início desta década. O lucro foi de US$ 450 milhões e a remuneração do capital investido no setor foi de 8%. Em 2003, o setor de gás energia sofreu prejuízo de US$ 1,3 bilhão e o retorno sobre o capital foi negativo em 25%.
Segundo o diretor, com a compra da Eletrobolt, o setor de óleo e gás já economizou cerca de US$ 20 milhões nos últimos quatro meses. O executivo informou que prejuízo causado pela usina era de US$ 8 milhões mensais e que o contrato de compra da termelétrica deverá ser aprovado pelo conselho de administração da Petrobras nesta sexta-feira (17/12). 
A TermoCeará obriga a estatal a gastar US$ 4 milhões por mês e a razão de todos os prejuízos é o tipo de contrato firmado entre a Petrobras e as merchants, segundo o qual a estatal garantiria os custos das termelétricas mercantis nos períodos em que elas não tivessem vendas suficientes. Em contrapartida, a estatal receberia metade dos lucros quanto os preços da energia vendida no mercado spot estivessem acima dos preços do mercado integrado.
"O problema é que hoje esse prejuízo virou rotina porque, segundo o novo modelo do setor elétrico, essas termelétricas não podem mais vender energina sem contrato prévio", resume Sauer, que afirma que as alternativas para resolver o problema são a revisão de preços, alargamento dos prazos e compra das usinas.



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