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Empresas

Negociação entre HRT e russa TNK entra na reta final

31/05/2011 | 10h40
Apesar da recusa inicial da Petra em vender por US$ 1,05 bilhão a fatia de 45% nos blocos da HRT na Amazônia, a transferência dos ativos tem chances de ser fechada. Executivos do alto escalão da TNK-BP liderados pelo CEO da empresa, Maxim Barsky, chegaram ao Rio no domingo para negociar com a HRT sua entrada na sociedade. Na quarta-feira, o grupo deve se encontrar com executivos da Petra Energia.
 

Se o negócio for fechado, o valor pode ser maior que o US$ 1 bilhão já oferecido. Marcio Mello, presidente da HRT, disse ao Valor que esse preço oferecido para a Petra sempre foi negociável.
 

Ainda há dúvidas dúvidas sobre os detalhes do acordo que permite à HRT exigir que a Petra venda sua parte para terceiros indicados pela sócia ou, em caso de não atendimento a essa cláusula, a HRT tem uma opção de compra pelo preço "fixo e irreajustável" de R$ 1,28 bilhão (quase US$ 800 milhões). Por essa opção, a Petra seria obrigada a vender sua participação por um valor US$ 250 milhões inferior ao da TNK-BP.
 

O imbróglio pode dar início a um contencioso bilionário. Im desfecho mais razoável é que a venda seja concluída por um preço maior e melhores condições, como, por exemplo, pagamentos ajustáveis de acordo com resultados operacionais e reservas que excedessem as expectativas, explicou a HRT em fato relevante.
 

Mello alega que as relações com a Petra são muito boas. Fontes ouvidas pelo Valor explicam, contudo, que no entendimento da Petra a HRT não tem nenhum instrumento capaz de forçá-la a vender suas ações. E que não há hipótese de que isso ocorra pela oferta de R$ 1,28 bilhão da HRT.
 

Um fato parece certo: a entrada da companhia anglo-russa no Solimões vai aliviar a pressão sobre a HRT, que tem um gigantesco programa exploratório para cumprir em uma das áreas mais sensíveis do planeta, e cuja execução traz preocupações. "O ponto positivo que vemos nessa transação é que a HRT vai ter um parceiro experiente e sólido financeiramente na bacia do Solimões", destacou relatório do Deutsche Bank divulgado na sexta-feira.
 

Para a pequena HRT, uma companhia independente em fase inicial, a associação com a terceira maior produtora da Rússia, mas ficando como operadora, é um sinal de confiança na empresa, destaca Mello. A HRT começou a perfurar seu primeiro poço no Solimões (AM) no mês passado.
 
 
A TNK-BP é integrada e produz 1,8 milhão de barris de óleo equivalente (boe) ao dia. A companhia, da qual a inglesa BP tem 50% e o direito de nomear quatro dos nove diretores, produz um pouco menos do que a Petrobras. A empresa terá de assumir investimentos exploratórios na bacia do Solimões orçados em US$ 3,5 bilhões até 2014. Desse total, caberá a HRT US$ 1,95 bilhão pela fatia de 55% nos 21 blocos. Outros US$ 1,6 bilhão entrarão na conta novo sócio.


Fonte: Valor Econômico
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