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Negócios

Negociação entre Cosan e Zanin avança

10/01/2011 | 10h08
O Grupo Zanin está em negociações avançadas para fechar a venda de sua unidade de açúcar e álcool em Araraquara (SP), a usina Zanin, com capacidade de moagem de 2,8 milhões de tonelada de cana por safra. Segundo o sócio José Arlindo Zanin, entre as candidatas mais fortes está a gigante Cosan. "O processo está avançado e dentro de alguns dias teremos novidades", diz.
 

Ele pondera que, apesar da negociação com a Cosan, a operação não está fechada. "Temos vários interessados e a Cosan é um deles, com grandes possibilidades". A Cosan tem uma usina em Araraquara (Usina Tamoios), localizada perto da unidade da Zanin, que está à venda desde meados de 2010.


Durante alguns meses, o principal candidato a levar a usina foi o grupo Santa Cruz, administrado por Maurício Krug Ometto, e cuja indústria está na mesma região da Zanin. Mas as tratativas não chegaram a um desfecho e a família Zanin partiu para outros pretendentes. "A demora na decisão da Santa Cruz atrasou um pouco o nosso processo", lamenta.


Procuradas, a Cosan informou que não comenta o assunto e a Santa Cruz confirmou, por meio de sua assessoria, que participou das negociações, mas que também não comentaria.


Durante o ano passado, vários grupos sucroalcooleiros e alguns fundos de investimentos iniciaram conversas para tentar comprar o ativo. As negociações, explica Zanin, também incluem a unidade greenfield localizada em Prata, cidade na região do Triângulo Mineiro (MG). A planta está 40% construída e terá capacidade para processar 1,5 milhão de toneladas na primeira fase, destinada exclusivamente à produção de etanol. "O greenfield está no pacote de negociação", avisa Zanin.


A decisão do grupo de se desfazer do negócio foi tomada para pôr fim a problemas societários resultantes da estrutura da empresa, que tem mais de 40 sócios da segunda e terceira gerações da família controladora, a Zanin, explica o sócio.


Teria agravado o desentendimento familiar justamente a construção do greenfield em Minas, que assim como muitos projetos do setor foi pego no contrapé da crise de 2008, aumentando o endividamento do grupo.


A empresa iniciou no segundo semestre do ano passado o alongamento de sua dívida que, segundo estimativas do mercado, são da ordem de R$ 200 milhões, sendo 60% de curto prazo.


Fonte: Valor Econômico
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