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Petroquímica

Nafta acumula alta de 44,2% até agosto

22/09/2004 | 00h00

Enquanto os analistas já calculam uma defasagem mínima de R$ 550 milhões para os preços da gasolina e óleo diesel vendidos pela Petrobras no Brasil comparados aos do mercado internacional, os produtos petroquímicos tiveram tratamento diferente, tendo preços mais alinhados com o mercado internacional. Esse é o caso da nafta, que entre janeiro e setembro de 2004 aumentou 44,2%, com o preço tendo saltado de US$ 280 para US$ 420 a tonelada. No mesmo período, o preço médio do petróleo do tipo Brent aumentou 40%, enquanto o dos tubos de PVC e do PET (material usado para fabricação de garrafas de refrigerante) subiram apenas 25%.
Os cálculos foram feitos pela MaxQuim, consultoria especializada em Porto Alegre (RS) que acompanha os preços negociados entre a Petrobras e as três centrais petroquímicas do país. Diretor da MaxQuim, João Luiz Zuñeda explica que parte do aumento da nafta, cotada em dólar, foi impulsionado pela demanda da China, e não só pela alta do petróleo. Isso explica a variação ligeiramente maior da matéria-prima em relação ao Brent. Já no caso das resinas - polietilenos, polipropileno e poliestireno - os preços aumentaram um pouco menos que a nafta no período.
Entre janeiro e agosto, o preço dos polietilenos subiram 39%, o do poliestireno 42% e o polipropileno, 40%. No mesmo período, o PVC, que é utilizado pela construção civil, e o PET (usado na produção de garrafas plásticas de refrigerante), subiram apenas 25%. Zuñeda estima que essa situação deve mudar, já que tanto o PVC quanto o PET devem ter aumentos significativos de preço a partir de setembro. Isso será provocado, segundo ele, pelo início da recuperação do setor de construção civil e à proximidade do verão, que faz crescer o consumo de refrigerantes.
"Até agora os preços desses dois produtos não tinham subido muito por causa da demanda. Mas como são mercados sazonais e houve pressão de preço em setembro, com o aumento da nafta, com certeza os preço das resinas vão aumentar", prevê o diretor.
As projeções de preço das resinas tomaram como base o aumento da nafta entre agosto e setembro, quando a cotação saltou de US$ 380 para US$ 420 a tonelada, reajuste superior a 10% em apenas um mês. "Esse aumento certamente vai elevar o preço das resinas no acumulado do ano a patamares superiores a 50%", prevê Zuñeda.
Para cálculo do reajuste da nafta acumulado no acumulado do ano, incluindo o mês de setembro - e considerando que esse preço só será conhecido dia 1º de outubro - , a MaxQuim tomou como base uma variação do dólar entre US$ 2,85 e US$ 2,90 nesse mês. Já para calcular o preço da nafta, a consultoria usa como os mesmos parâmetros da Petrobras quando vende a matéria prima para as centrais petroquímicas, quando toma como referência os preços praticados em Antuérpia, Roterdã e Amsterdã (ARA), que por sua vez varia de acordo com o petróleo do tipo Brent, usado como referência nos mercados da Europa.
Ontem o petróleo tipo Brent fechou em alta de 48 centavos de dólar, a US$ 43,39 o barril. O WTI fechou com alta de 57 centavos de dólar, a US$ 46,76 o barril.



Fonte: Valor Econômico
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