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Bolívia

Nacionalização dizimou planos de investimento

26/09/2006 | 00h00

Especialistas do setor de gás e petróleo dizem que a nacionalização causou uma reviravolta nos planos de investimentos na Bolívia. Antes, a estimativa era elevar a produção para 92,8 milhões de metros cúbicos por dia até 2015, o que exigiria de US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões em investimentos apenas no desenvolvimento da produção, sem incluir a ampliação da infra-estrutura de transporte.

A consultoria Gas Energy fez projeção para 2008 dizendo que a Bolívia não terá condições de honrar todos os compromissos. A Gas Energy estima que a produção da Bolívia será de 43 milhões de metros cúbicos/dia no próximo ano. Contando que há uma perda com o transporte e a necessidade de reinjeção, a disponibilidade máxima projetada é de 39 milhões de metros cúbicos. Deduzindo-se os 5 milhões destinados ao mercado interno, a disponibilidade líquida de gás será menor que os compromissos de venda, que somam 41 milhões de metros. O resultado será déficit de 7 milhões em 2007.

Os números mostram que não há como, por exemplo, ampliar as vendas de gás para a Argentina dos atuais 7,7 milhões para 27 milhões de metros cúbicos sem aumentar a produção ou deixar de fornecer para o Brasil, que tem contrato prioritário de 30 milhões até 2019.

A crise política que afetou os investimentos no setor na Bolívia está aumentando, de forma indiscriminada, a percepção de risco da atividade no continente sul-americano. O executivo de uma grande empresa do setor, que não produz gás na Bolívia, disse que gastou muito tempo com telefonemas, na semana em que os bolivianos decidiram tomar as refinarias da Petrobras, explicando que a situação não afeta o Brasil. "O problema é que a percepção lá fora é que o risco está em todo o continente. Tento convencer meus superiores que aqui [no Brasil] está tudo bem."



Fonte: Valor Econômico
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