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Meio ambiente

Mudança climática não é ameaça imediata ao petróleo, diz Chevron

05/03/2018 | 15h17

As mudanças climáticas são decisivas para os mercados de energia futuros, mas o efeito delas sobre a divisão de petróleo e gás da Chevron será mínimo nas próximas décadas, segundo relatório da empresa.

Com a perspectiva de controles mais rigorosos de emissões e de preços de carbono e crescimento mais limitados no campo de energia renovável, alguns investidores e ativistas estão pressionando as empresas a revelarem possíveis impactos sobre seus negócios. O risco para os acionistas é que alguns projetos se tornem deficitários com a queda da demanda por petróleo e gás.

A Exxon Mobil e a Royal Dutch Shell produziram relatórios semelhantes. Entre outras conclusões, a Chevron afirmou que a indústria de petróleo e gás responderá por 48 por cento da matriz energética mundial em 2040, mesmo no cenário mais desfavorável da Agência Internacional de Energia para o setor. Atualmente, a fatia é de 54 por cento.

"Diversos cenários" rendem o mesmo resultado: a demanda por petróleo e gás continuará sendo forte durante décadas, disse Mark Nelson, vice-presidente de midstream, estratégia e políticas da Chevron, em entrevista.

O relatório, divulgado na quinta-feira, "nos dá confiança de que estamos testando nosso negócio de forma adequada para nossos acionistas, dado o contexto de muitas coisas que podem mudar ao longo do tempo", afirmou Nelson.

A empresa com sede em San Ramon, Califórnia, afirmou que avalia continuamente os riscos representados pelas políticas ambientais e de preços do carbono para o seu modelo de negócio e concluiu que não são uma grande ameaça no momento.

A demanda global de energia crescerá fortemente em todos os cenários, segundo a Chevron. A empresa calcula o risco de "encalhe" de seus ativos como "minúsculo" devido à qualidade e à diversidade deles, disse Nelson.

O relatório foi publicado apenas um mês depois de Mike Wirth suceder John Watson como CEO. E vem após um estudo publicado há um ano que, segundo Amy Myers Jaffe, acadêmica do Conselho de Relações Exteriores (CFR, na sigla em inglês), carecia de detalhes fornecidos por outras empresas.

Para dar mais tempo à empresa para criar uma nova política de divulgação, as investidoras Hermes EOS e Wespath Investment Management retiraram a proposta feita na assembleia anual da Chevron, neste ano, em que solicitavam uma avaliação anual dos impactos das mudanças climáticas.

Pelo Twitter, nesta semana, a diretora mais jovem da Chevron questionou o futuro de um setor que a terceira maior exploradora de petróleo do mundo ajuda a liderar.

A economista e escritora Dambisa Moyo, que entrou no conselho da Chevron em outubro de 2016, tuitou na quarta-feira: "Se o consumo de energia a partir do petróleo está em queda e o consumo de energia renovável está crescendo, qual o significado disso para o futuro da indústria do petróleo?" ("If #oil energy consumption is declining and #renewableenergy consumption is on the #rise, what does that mean for the future of the oil industry?").

Segundo Nelson, o fato de uma conselheira fazer perguntas do tipo mostra que a Chevron está comprometida em desafiar seu próprio modelo. "Esse tipo de cenário precisará ser testado quando analisarmos nossos investimentos daqui para a frente", disse.

Posteriormente, o tuíte desapareceu da linha do tempo de Moyo.



Fonte: Bloomberg, 05/03/2018
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