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Negócios

MMX revisa o plano de negócios

16/04/2013 | 11h47

 

A MMX, empresa de mineração do grupo EBX, está revisando seu plano de negócios para reduzir o risco de execução financeira do projeto de expansão de Serra Azul, no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais. O objetivo é preservar o caixa da companhia, hoje de R$ 1,2 bilhão, até que seja emitida a licença ambiental da barragem de rejeitos do projeto. Orçado em R$ 4,8 bilhões, Serra Azul obteve a licença para a usina de beneficiamento de minério, mas ainda falta o sinal verde do órgão ambiental de Minas para a instalação da barragem.
A revisão deve estender o cronograma da expansão de Serra Azul para além de 2015. "A questão principal hoje não é tanto de cronograma, mas sim de preservação do caixa enquanto a licença [ambiental] não sai", disse ao 'Valor' o presidente da MMX, Carlos Gonzalez. A MMX tem expectativa de que a licença seja emitida até a agosto, o que poderá coincidir com a aprovação de financiamento de R$ 3 bilhões solicitado pela empresa ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O empréstimo do banco, cuja aprovação é esperada para o segundo semestre, vai ajudar a compor o investimento de Serra Azul.
Até agora, a MMX vem trabalhando com a previsão de produzir 29 milhões de toneladas de minério de ferro em Serra Azul no primeiro semestre de 2015, o que representa quase cinco vezes a produção de 6 milhões de toneladas obtida pela empresa em seu sistema Sudeste, em 2012. Gonzalez disse que a empresa está revisitando os números que compõem a produção de 29 milhões de toneladas. O trabalho inclui análises como produtividade, disponibilidade física de equipamentos e recuperação em massa. Ao fim do trabalho, pode ocorrer que o número do projeto de expansão mude para 28 milhões de toneladas, previu o executivo.
O volume de 29 milhões considera a expansão da lavra nas antigas minas AVG e Minerminas, que compõem o sistema Sudeste da MMX. O volume não inclui o projeto de Pau de Vinho, arrendado pela MMX da Usiminas. O porto Sudeste, em fase final de construção pela mineradora em Itaguaí, na região metropolitana do Rio, está fora dessa revisão do plano de negócios. A previsão é começar a operação do porto em dezembro de 2013 com capacidade de 12,5 milhões de toneladas. Esse volume será gradativamente ampliado até chegar a 50 milhões de toneladas em 2016.
Gonzalez negou que a revisão do plano de negócios signifique que o projeto de Serra Azul está entrando em compasso de espera. O mercado considera, porém, que os gastos do projeto ainda são muitos baixos. A avaliação é que ainda há muitas incertezas em relação à MMX. "O desafio para o investidor é quantificar o valor da empresa considerando a data de início da expansão de Serra Azul, o investimento e o escopo do projeto", disse Marcelo Aguiar, analista de mineração do Goldman Sachs. O banco trabalha com o início da operação do projeto em 2015 em escala crescente de produção que atingiria 100% da capacidade em 2017.
Os atrasos no projeto de expansão de Serra Azul não têm sido bem-vistos pelo mercado pois, como diz Aguiar, a MMX está se alavancando em um momento em que as projeções de preço para o minério de ferro são de queda nos próximos anos. E, nesse cenário, a empresa conseguiria realizar um caixa menor. É preciso considerar ainda o fato de que há novos projetos de minério de ferro previstos para entrar em operação a custos menores, caso de Vale, BHP Billiton e Rio Tinto, disse o analista do Goldman Sachs.
Esse ambiente tem se refletido nas ações da empresa. Ontem a ação da MMX caiu 9,41% e, em doze meses, acumulou perda de 79,61%. Gonzalez entende que o papel da MMX tem sido penalizado não só pelas dificuldades do grupo EBX. Afirma que, por ser listada no Brasil, a ação da empresa sofre com as incertezas criadas pelas discussões do novo marco regulatório da mineração.
Para o executivo, a companhia está com sua situação financeira confortável depois de ter concluído um aumento de capital em que recebeu aporte de R$ 1,36 bilhão, sendo 82% desse total feito pelo controlador.
O R$ 1,2 bilhão em caixa mais o financiamento de R$ 3 bilhões esperado do BNDES vão compor o investimento necessário para Serra Azul. Ricardo Assef, diretor financeiro da MMX, disse que haverá também complementação de recursos para o projeto com créditos que poderão ser concedidos por agências multilaterais da China, Coreia e Europa.
O executivo mostrou-se tranquilo em relação ao endividamento da MMX, cuja dívida bruta total era de R$ 3,11 bilhões em dezembro de 2012. Desse total, R$ 1,29 bilhão vence em 2013, mas, de acordo com Assef, os vencimentos estão mais concentrados no fim do ano. "Uma parte, de R$ 300 milhões, referente a uma nota promissória do Bradesco, está equacionada". Esse título será quitado e substituído por financiamento de longo prazo do BNDES aprovado para o porto Sudeste, o que deve ocorrer em maio. O Sudeste tem R$ 930 milhões de empréstimos a receber do BNDES, informa a MMX.

A MMX, empresa de mineração do grupo EBX, está revisando seu plano de negócios para reduzir o risco de execução financeira do projeto de expansão de Serra Azul, no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais. O objetivo é preservar o caixa da companhia, hoje de R$ 1,2 bilhão, até que seja emitida a licença ambiental da barragem de rejeitos do projeto. Orçado em R$ 4,8 bilhões, Serra Azul obteve a licença para a usina de beneficiamento de minério, mas ainda falta o sinal verde do órgão ambiental de Minas para a instalação da barragem.


A revisão deve estender o cronograma da expansão de Serra Azul para além de 2015. "A questão principal hoje não é tanto de cronograma, mas sim de preservação do caixa enquanto a licença [ambiental] não sai", disse ao 'Valor' o presidente da MMX, Carlos Gonzalez. A MMX tem expectativa de que a licença seja emitida até a agosto, o que poderá coincidir com a aprovação de financiamento de R$ 3 bilhões solicitado pela empresa ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O empréstimo do banco, cuja aprovação é esperada para o segundo semestre, vai ajudar a compor o investimento de Serra Azul.


Até agora, a MMX vem trabalhando com a previsão de produzir 29 milhões de toneladas de minério de ferro em Serra Azul no primeiro semestre de 2015, o que representa quase cinco vezes a produção de 6 milhões de toneladas obtida pela empresa em seu sistema Sudeste, em 2012. Gonzalez disse que a empresa está revisitando os números que compõem a produção de 29 milhões de toneladas. O trabalho inclui análises como produtividade, disponibilidade física de equipamentos e recuperação em massa. Ao fim do trabalho, pode ocorrer que o número do projeto de expansão mude para 28 milhões de toneladas, previu o executivo.


O volume de 29 milhões considera a expansão da lavra nas antigas minas AVG e Minerminas, que compõem o sistema Sudeste da MMX. O volume não inclui o projeto de Pau de Vinho, arrendado pela MMX da Usiminas. O porto Sudeste, em fase final de construção pela mineradora em Itaguaí, na região metropolitana do Rio, está fora dessa revisão do plano de negócios. A previsão é começar a operação do porto em dezembro de 2013 com capacidade de 12,5 milhões de toneladas. Esse volume será gradativamente ampliado até chegar a 50 milhões de toneladas em 2016.


Gonzalez negou que a revisão do plano de negócios signifique que o projeto de Serra Azul está entrando em compasso de espera. O mercado considera, porém, que os gastos do projeto ainda são muitos baixos. A avaliação é que ainda há muitas incertezas em relação à MMX. "O desafio para o investidor é quantificar o valor da empresa considerando a data de início da expansão de Serra Azul, o investimento e o escopo do projeto", disse Marcelo Aguiar, analista de mineração do Goldman Sachs. O banco trabalha com o início da operação do projeto em 2015 em escala crescente de produção que atingiria 100% da capacidade em 2017.


Os atrasos no projeto de expansão de Serra Azul não têm sido bem-vistos pelo mercado pois, como diz Aguiar, a MMX está se alavancando em um momento em que as projeções de preço para o minério de ferro são de queda nos próximos anos. E, nesse cenário, a empresa conseguiria realizar um caixa menor. É preciso considerar ainda o fato de que há novos projetos de minério de ferro previstos para entrar em operação a custos menores, caso de Vale, BHP Billiton e Rio Tinto, disse o analista do Goldman Sachs.


Esse ambiente tem se refletido nas ações da empresa. Ontem a ação da MMX caiu 9,41% e, em doze meses, acumulou perda de 79,61%. Gonzalez entende que o papel da MMX tem sido penalizado não só pelas dificuldades do grupo EBX. Afirma que, por ser listada no Brasil, a ação da empresa sofre com as incertezas criadas pelas discussões do novo marco regulatório da mineração.


Para o executivo, a companhia está com sua situação financeira confortável depois de ter concluído um aumento de capital em que recebeu aporte de R$ 1,36 bilhão, sendo 82% desse total feito pelo controlador.


O R$ 1,2 bilhão em caixa mais o financiamento de R$ 3 bilhões esperado do BNDES vão compor o investimento necessário para Serra Azul. Ricardo Assef, diretor financeiro da MMX, disse que haverá também complementação de recursos para o projeto com créditos que poderão ser concedidos por agências multilaterais da China, Coreia e Europa.


O executivo mostrou-se tranquilo em relação ao endividamento da MMX, cuja dívida bruta total era de R$ 3,11 bilhões em dezembro de 2012. Desse total, R$ 1,29 bilhão vence em 2013, mas, de acordo com Assef, os vencimentos estão mais concentrados no fim do ano. "Uma parte, de R$ 300 milhões, referente a uma nota promissória do Bradesco, está equacionada". Esse título será quitado e substituído por financiamento de longo prazo do BNDES aprovado para o porto Sudeste, o que deve ocorrer em maio. O Sudeste tem R$ 930 milhões de empréstimos a receber do BNDES, informa a MMX.

 



Fonte: Valor Econômico
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