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Empresas

Minoritário quer informações sobre Belo Monte e Angra 3

04/11/2011 | 10h19
As taxas de retorno de dois dos maiores investimentos que estão sendo realizados pela Eletrobras, da usina hidrelétrica de Belo Monte e da usina nuclear Angra 3, ainda são desconhecidas pelo próprio conselho de administração.

O representante dos minoritários no conselho da estatal, Arlindo Magno, diz que mesmo com as obras dos empreendimentos em andamento nem mesmo os valores oficiais de investimentos foram informados.

A discussão surgiu depois que a estatal mineira Cemig informou ao mercado na semana passada, logo depois de anunciar sua entrada em Belo Monte, o valor do investimento - cerca de R$ 28 bilhões já corrigidos pela inflação - e a expectativa de taxa de retorno em torno de 10%.

A companhia mineira fez uma teleconferência com analistas para falar sobre o investimento. Foi a primeira vez que um dos sócios do empreendimento, com capital aberto em bolsa, deu detalhes sobre as condições econômico-financeiras do empreendimento.

A própria Eletrobras admite que informações sobre Belo Monte e Angra 3 estão demorando um pouco mais a chegar ao conselho. Em nota enviada ao Valor por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa informa que não nega informações aos seus conselheiros e todas as solicitadas são prestadas durante a reunião ou pouco depois, antes da reunião seguinte.

"Algumas vezes, porém, investimentos mais complexos, que estão passando por reformulações societárias ou tendo seu valor revisto, demoram um pouco mais. Esses foram os casos de Belo Monte e Angra 3", diz a nota.

As ações da empresa têm sofrido no ano. As preferenciais acumulam perdas de 5,56% enquanto o índice de ações do setor (IEE) sobe 6,83%, com o fechamento do pregão de ontem. Se comparado às ações da Cemig, a diferença é ainda mais substancial. A estatal mineira valorizou-se 15,21% no ano. As ações da Eletrobras só não perdem para o Índice Bovespa, que até ontem acumulava perdas de 16%.

Em seu quinto mandato como representante dos os minoritários, que detém mais de 30% do capital total da companhia, Magno questiona o fato de o governo federal já ter publicado diretrizes de governança para diretores de estatais, mas que ainda falte transparência nas condições dos investimentos realizados pela Eletrobras.

Magno diz que o atual presidente da companhia, José da Costa Carvalho Neto, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff com o intuito de dar mais transparência à Eletrobras, mas que Costa tem sido uma voz solitária na empresa. "Não é possível tolerar manifestações de diretores da empresa dizendo que informações sobre Belo Monte e Angra 3 são estratégicas (sigilosas) e que a área de relação com investidores não pode divulgar ao mercado", disse Magno em carta enviada diretamente ao presidente da Eletrobras.

A estimativa dos investimentos em Angra 3, que estão sendo feitos pela Eletronuclear, é de que seja da ordem de R$ 9 bilhões. O empréstimo do BNDES já foi aprovado, no valor de R$ 7 bilhões. Já em Belo Monte, da qual a Eletrobras e suas subsidiárias são donas de 49,9% da concessão, a empresa será responsável por dar garantias a R$ 14 bilhões referentes ao investimento.

Em reuniões com investidores, em maio desse ano, o atual presidente já apontava a necessidade de melhorar o retorno da companhia, que hoje está em torno de 3% sobre seu patrimônio e a meta é chegar a 10%.


Fonte: Valor Econômico
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