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Bolívia

Ministro quer mais poder para governo na área de gás

27/01/2006 | 00h00

O recém-empossado governo boliviano diz que pretende renegociar um aumento dos preços do gás com cada petroleira multinacional que atua no país ou até mesmo tomar de volta concessões feitas a elas.

Segundo o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, numa entrevista ao diário cruzenho "El Deber", o governo vai reformar a lei para que possa ter maior ingerência sobre os preços. O ministro diz que a atual Lei de Hidrocarbonetos, de maio de 2005, é uma "camisa de força que não deixa o governo desenvolver políticas".

"No Ministério de Hidrocarbonetos, vamos pleitear reformas de artigos pontuais que nos permitam atuar com mais força como governo. Não é possível que a Bolívia não tenha nada a ver com a fixação dos preços para a exportação. Não é possível que a Repsol Bolívia venda à Repsol Argentina ao preço que bem entenderem", disse na entrevista.

Jornalista e advogado, crítico ferrenho do neoliberalismo, o ministro Soliz Rada deixa claro também o modo como pretende levantar dinheiro para para os projetos de industrialização preconizados pelo presidente Evo Morales: "Grande parte das reservas bolivianas está listada na Bolsa de Nova York como se fosse de empresas multinacionais. Estamos falando de US$ 120 bilhões que são como ter dinheiro no banco. Com essas reservas, o país pode adotar ações para se industrializar".

Apesar do discurso duro, o ministro afirma que o país deve continuar privilegiando a venda do gás para os países vizinhos. Ele diz, entretanto, que isso só ocorrerá se nas "bases soberanas definidas pelo povo boliviano", tanto interna quanto externamente.



Fonte: Valor Econômico
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