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América do Sul

Ministério causa polêmica na Bolívia

26/01/2006 | 00h00

Após dividir as Forças Armadas com a reforma de 28 generais para acomodar a nova cúpula militar, o presidente boliviano, Evo Morales, enfrentou ontem as primeiras críticas a seu governo vindas de centrais sindicais e empresários com relação a alguns nomes escolhidos para seu Ministério.

Os sindicatos de mineiros questionaram o ministro da Mineração; empresários e políticos não gostaram do escolhido para a pasta dos Hidrocarbonetos; e os professores atacaram a indicação para a Educação.

Também há críticas ao novo ministro da Defesa e desconfianças em relação à titular da Justiça.

O ministro da Mineração, Walter Villaroel, minerador cooperativista, não tem o ``perfil adequado``, segundo nota divulgada pela Federação de Trabalhadores Mineiros. Essa entidade de classe, que reúne mineiros assalariados, está em atrito com os cada vez mais numerosos cooperativistas, que exploram jazidas abandonadas por empresas privadas e estatais.

Titular da pasta dos Hidrocarbonetos, o jornalista e advogado Andrés Soliz não foi bem recebido pelos empresários. Segundo o jornal La Prensa, eles questionaram ``sua falta de formação técnica``.

Soliz, conhecido por suas críticas à privatização dos recursos naturais na década de 1990, ``não é a pessoa capaz de que o Ministério precisa``, disse o senador oposicionista Roberto Ruiz, de Tarija, região no Sul da Bolívia que concentra mais de 80 por cento das reservas de gás do país. O sociólogo Félix Patzi, por sua vez, foi criticado pelos sindicatos do magistério por não ser docente profissional.

Ainda ao se referir aos novos nomes, vários jornais bolivianos recordaram os vínculos do advogado Walker San Miguel, novo ministro da Defesa, com o governo neoliberal do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, derrubado por protestos populares em 2003.

O ministério de Morales inclui ainda uma ex-empregada doméstica como ministra da Justiça, um antropólogo autodidata como chanceler, um líder comunitário como responsável por Recursos Hídricos e um operário como ministro do Trabalho. A primeira reunião do gabinete está marcada para hoje.

- Ainda estamos em um momento embrionário. É preciso esperar pelo menos alguns dias para ver algo mais consistente, quando se desenhe, provavelmente, as reações sobre temas importantes como os hidrocarbonetos. - avaliou o analista político Roger Cortez.



Fonte: Jornal do Brasil
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