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Bolívia

Militares saem dos campos petrolíferos

30/05/2006 | 00h00

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou ontem a retirada, a partir de hoje, das forças militares que ocupavam os campos petrolíferos do país desde a nacionalização das reservas de hidrocarbonetos decretada no dia 1º deste mês. "Não podemos seguir com soldados nos poços petrolíferos. Digo que, com certeza amanhã, vamos retirar as Forças Armadas dos campos petrolíferos", disse Morales.

O presidente boliviano agradeceu aos militares que participaram das operações de ocupação dos campos de gás natural e petróleo do país. No dia 1º, os soldados ocuparam também as refinarias e instalações petrolíferas das empresas estrangeiras no país, incluindo as da Petrobras.

No departamento (Estado) de Santa Cruz, na região central do país, onde ficam as sedes das empresas petrolíferas, cerca de 60 soldados e policiais vigiaram os escritórios da Petrobras e de outras das empresas que atuavam no país, como Repsol Andina e Chaco para evitar que fossem retirados documentos dos arquivos. "Se antes eram usados contra o povo, agora atuam com o povo, têm de defender o território nacional e os recursos naturais", afirmou Morales.

A medida adotada por Morales causou mal-estar entre Brasil e Bolívia. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, chegou a afirmar logo após a nacionalização, que a empresa não iria mais investir na Bolívia. No dia 4 deste mês, os presidentes Lula, Néstor Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia) e Hugo Chávez (Venezuela) reuniram-se em Puerto Iguazú (cidade argentina na fronteira com o Brasil, perto de Foz do Iguaçu) para amenizar a crise, mas pouco se obteve no evento além de afirmações de que a Bolívia havia agido dentro dos limites de seus direitos como país soberano.

No último sábado, Morales anunciou que a Venezuela irá enviar US$ 2 bilhões de ajuda econômica à Bolívia e que tal ajuda não significa ingerência na política do país - acusação que vem dos partidos de oposição na Bolívia. Pelo decreto do dia 1º, as empresas que operam no setor de petróleo e gás natural no país terão 180 dias - a contar do anúncio da nacionalização - para se adequar às novas regras do setor de hidrocarbonetos na Bolívia, entre elas a tomada do controle das reservas e a entrega da produção das petrolíferas à estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), que será reestruturada e irá definir condições, volumes e preços para comercialização.



Fonte: Folhanews
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