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Petroquímica

M&G negocia financiamento para unidade de PET

24/02/2006 | 00h00

A italiana Mossi & Ghisolfi (M&G) entregou ontem seu estudo de viabilidade econômica e financeira da implantação de uma fábrica de PET (polietileno tereftalato) em Pernambuco ao Banco do Nordeste (BNB). Dos R$ 687 milhões necessários, R$ 480,8 deverão ser financiados pelo BNB e pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com a relação de 50% para cada uma dos bancos. De acordo com o diretor de gestão do desenvolvimento do BNB, Pedro Eugênio Cabral, a resposta ao pedido deverá ser conhecida dentro de 60 dias.

A fábrica de PET foi incluída na modalidade "project finance", onde o financiamento é pago pela geração de caixa da própria fábrica. Os prazos envolvem carência de até seis meses enquanto o pagamento do BNB poderá ser feito em até 12 anos. Os prazos referentes ao BNDES são menores, devendo ser quitados em até 10 anos.

"O custo de captação de recursos externos é bem mais barato, mas estão atrelados a variação cambial. Preferimos ter mais segurança utilizando as linhas de financiamento disponíveis pelas instituições brasileiras e assim evitar riscos futuros", diz Phlippe Ventoze, do BNP Paribas, que presta assessoria financeira à M&G. Até o momento já foram investidos US$ 25 milhões, com recursos próprios, nas obras civis que estão em andamento em Suape.

O projeto, quando em operação, será o maior complexo de produção de PET em escala mundial. Com capacidade para produzir até 474,5 mil toneladas anuais de resina, a fábrica deverá destinar inicialmente 50% de sua produção para o mercado externo. De acordo com o diretor da M&G Polímeros do Brasil, Darcio Silva, em 2013 80% do volume produzido será destinado ao mercado interno. A italiana está de olho em um mercado que consome, segundo suas próprias estimativas, cerca de 600 mil toneladas de resina PET. Deste total, 60% é de origem importada.

"Temos 35% do mercado nacional com nossa participação na Rhodia. Quando a fábrica estiver operando a plena capacidade, o Brasil será auto-suficiente", diz Silva. A previsão é que a fábrica de PET comece a operar em setembro deste ano. A M&G possui uma unidade de resina PET em Minas Gerais. Em São Paulo a multinacional produz PET reciclado. A empresa produz ainda fibras em Pernambuco e Minas Gerais e mantém uma fábrica de PTA (ácido teraftálico purificado) em Paulínia (SP).

Durante a entrega do projeto ao BNB, os executivos da M&G confirmaram a intenção de investir na construção de uma fábrica de PTA em Pernambuco.

"Mas para isso é necessário que o fornecimento de gás natural seja viabilizado. Se isto não for feito o projeto passa a ser quase inviável", diz Silva.

O projeto de PTA envolve a holding Citene , formada pela Vicunha Têxtil, Polyenka e FIT; e a Petroquisa, subsidiária para a área de petroquímica da Petrobras. Orçada em US$ 490 milhões e com capacidade para produzir até 550 mil toneladas/ano de PTA, a fábrica precisaria de uma grande quantidade de gás que hoje não é disponibilizada para a região. Para equacionar o problema seria necessário a construção do gasoduto Gasene ou importar o gás em navios criogênicos e regaseificar o insumo em áreas próximas á unidade industrial.



Fonte: Valor Econômico
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